Após passar quatro dias internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), healing a recepcionista Raquel Lopes de Cordeiro, cheapest 28 anos, order finalmente recebeu alta. Ela é acusada de abandonar a filha recém-nascida na noite do último sábado em uma parada de ônibus no Setor Comercial Sul. A criança, que pesava 3,2 quilos foi encontrada morta por policiais militares dentro de cinco sacolas plásticas. Em depoimento na tarde de ontem, Raquel disse que escondeu a gravidez no ambiente do trabalho. O motivo seria o medo de perder o emprego.
Raquel deixou a unidade hospitalar às 11h50, acompanhada do irmão, o garçom Robson Cruz, de 26 anos, da mãe, Geralda Lopes da Cruz, de 48 anos, e de um amigo. Saiu sem falar com a imprensa e com o rosto encoberto. Policiais civis a levaram até a delegacia onde passou pouco mais de 20 minutos e em seguida para o Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetida a exames psicológicos por quase três horas. Raquel retornou à delegacia para prestar depoimento, que durou mais de uma hora. “Ela disse que sentiu uma angústia muito grande na hora em que a filha nasceu, mas não soube explicar direito o motivo de ter abandonado a criança”, disse o delegado chefe-adjunto da 5ª DP, Marco Antônio de Almeida.
Raquel trabalhava duas vezes por semana como recepcionista de uma boate na 403 Sul. Na noite em que deu à luz, ela estava no banheiro do apartamento 1514 do Hotel Mercure, no Setor Hoteleiro Norte, pertencente ao patrão, o empresário Antonino de Giovanni, 41 anos. Muito amiga da família dele, a jovem teria pedido a chave do apartamento na tarde do último sábado porque estaria passando mal. Raquel entrou em trabalho de parto no banheiro, mas conforme depoimento dela, na tarde de ontem, se recusou a ir ao hospital por achar que as contrações fossem passar. “Ela estava confusa porque queria esconder a gravidez de qualquer jeito”, relatou o delegado.
Cisto no ovário
Em momento algum Raquel teria contado para o patrão e para as duas funcionárias que estava grávida, embora estivesse no nono mês de gestação. “Como tinha operado o ovário há algum tempo, ela dizia que a barriga estava grande porque tinha um cisto”, explicou o delegado, relatando as declarações da jovem. Mesmo gritando de dor, as colegas acreditavam que ela estava com dificuldade para defecar. Raquel contou que fez todo o parto sozinha e que estava de pé quando o bebê nasceu. A criança teria caído de cabeça no chão e então o cordão umbilical teria se rompido naturalmente.
A menina não chorou e a recepcionista disse ter sido tomada pelo desespero, por acreditar que a filha estava morta. Pediu, então, cinco sacolas plásticas às amigas de trabalho, que teriam sido entregues por uma fresta da porta. A jovem disse que seria para colocar a roupa suja. Ao sair do banheiro as colegas viram o piso repleto de sangue e decidiram levá-la para o hospital. Conforme contaram as testemunhas, no meio do caminho Raquel pediu para que parassem o carro para que ela pudesse jogar fora a sacola com as roupas sujas. Os médicos ginecologistas foram quem constataram que ela tinha acabado de dar à luz e acionaram a Polícia Militar para localizar o bebê.