O Tribunal do Júri de Sobradinho julga na próxima quarta-feira (14), a partir das 13h, Juliana José da Silva, acusada de jogar seu filho recém-nascido na marquise do prédio onde morava. A ré será julgada por homicídio simples.
O crime ocorreu em junho de 2002 e, em março de 2005, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a denunciou por homicídio simples e aborto tentado. Na sentença, prolatada em maio de 2013, a juíza do Tribunal do Júri e Vara dos Delitos de Trânsito de Sobradinho decidiu apenas em relação ao crime de homicídio. O pai da criança, denunciado por aborto tentado, recebeu o benefício da suspensão condicional do processo e teve a punibilidade extinta em 2005.
O processo em relação a Juliana ficou suspenso até 2008, quando a ré, que estava foragida, foi presa. Em 2012, ela passou a responder a ação em liberdade. Na fase de instrução penal, a acusada negou ter jogado o recém-nascido pela janela, afirmando que fora um acidente. Porém, testemunhas relataram que a gestante escondeu a gravidez de todos, inclusive dos pais.
A pena prevista para o crime é de 6 a 20 anos de prisão.