O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na discussão sobre a URP realizada nesta quinta feira(8). Ele chamou o ministro do Planejamento Paulo Bernardo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e determinou que ambos se atenham ao que está escrito na decisão da ministra Cármen Lúcia, sem fazer interpretações de qualquer natureza. “Vamos atender ao parecer da ministra até a decisão final do STF”, disse Lula.
O relato da reunião foi feito pelo chefe do gabinete Swedenberger Barbosa ao comando de greve da UnB na tarde de hoje. Barbosa recebeu os líderes do movimento no Centro Cultural do Banco do Brasil, sede provisória da Presidência da República, e transmitiu o recado, a pedido do presidente. Lula quer que a URP seja paga da forma como vinha sendo feito, independentemente de empecilhos técnicos e jurídicos.
Os servidores ressaltaram que a promessa de pagamento já havia sido feita outras vezes, mas que depois o Ministério do Planejamento criava fatos novos que provocavam novas discussões. Swerdenberger garantiu que, caso houvessem novos problemas no pagamento, os servidores poderiam retornar ao CCBB.
A notícia foi recebida com festa por mais de 150 grevistas que se aglomeravam na frente do prédio do CCBB.
O comando de greve solicitou que seja feito um anúncio oficial da decisão do presidente.