Eric Zambon
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O Natal de Lucas Bittencourt, de dez anos, pode ser o mais especial de sua vida até então. O garoto, que sofre de insuficiência respiratória crônica desde pequeno e raramente deixa a cama adaptada de sua casa em Vicente Pires, receberá a cirurgia para colocação de marca-passo diafragmático que poderá lhe trazer mais qualidade de vida. Resta saber quando o procedimento, custeado pela Secretaria de Saúde após autorização oficial, será, de fato, realizado.
“A família está bastante feliz e esperamos que ele possa andar pela cidade na época de Natal”, disse o pai do menino, Caio Bittencourt. Ele travou uma batalha judicial com o GDF desde abril para que o procedimento fosse pago pelo governo.
O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, alegou ser necessário que a decisão judicial fosse favorável para que a intervenção fosse autorizada. “Esse procedimento não faz parte da rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) nem mesmo dos planos de saúde. Nenhum gestor público pode pedir um procedimento que esteja fora dessa lista”, explicou. Ele também negou a existência da multa, que já estaria em mais de R$ 500 mil. “A decisão judicial saiu agora. Nunca houve descumprimento e o GDF nunca foi multado”, assegurou.
A cirurgia será feita no Instituto de Cardiologia do DF (ICDF). A equipe virá da capital paulista e o cirurgião responsável, Rodrigo Sardenberg, é o único no Brasil capacitado para o procedimento. Ele, inclusive, já conheceu o menino e vistoriou o hospital.
O marca-passo, em si, constitui outra etapa a ser vencida. O equipamento precisa ser comprado do exterior. A secretaria afirmou que o marca-passo não demorará mais do que 45 dias para ser adquirido, mas não é isso que impede a confirmação da data da cirurgia, e sim a vinda do médico. A pasta negocia valores com o cirurgião.