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Brasília

<b>Você Repórter:</b> Varjão diminui os índices de violência com ações de lazer e cultur

Arquivo Geral

14/07/2009 0h00

A cidade do Varjão existe desde a década de 60. O que antes era conhecido como Vila Varjão, generic com várias famílias que vieram para desenvolver atividades agrícolas, ailment teve o nome modificado para Varjão, price com o Decreto  13.132/91 assinado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Hoje é classificada como a XXIII Região Administrativa do Distrito Federal, pela Lei 3.153/03. Com o passar dos anos a cidade passou a ser considerada perigosa, mas com a inserção de diversos projetos sociais, esse quadro tem mudado muito nos últimos tempos, segundo a própria população.


A maioria dos moradores não se preocupa mais tanto em relação à violência no Varjão, que teve redução de índices após as atividades oferecidas aos jovens por vários projetos de inclusão social, cultura e lazer. Marcondes dos Santos de Moraes é um destes cidadãos que atesta as transformações. Para ele, o local mudou para melhor. “Antes eu tinha medo do que podia me acontecer. O lugar era perigoso. Hoje me sinto bem e não tenho problemas para sair de casa à noite”, declara.


Ações para a juventude
De acordo com Ellen Dejanni da Silva, gerente de Esporte, Cultura, Lazer e Educação, o Varjão está com diversos projetos sociais e culturais. “Temos o Instituto Amigos do Vôlei Leila e Ricarda, da Seleção Brasileira. As aulas são nas as terças e quintas de manhã e à tarde na Escola Classe do Varjão, para cerca de 180 alunos”, explica a gerente.


O Varjão, ainda segundo Ellen da Silva, está prestes a ter uma escola de samba, a Associação Recreativa e Cultural Unidos do Varjão. “Teremos o lançamento oficial no mês que vem. Em 2010 iremos desfilar como escola convidada no Ceilambódromo. Toda a população está ansiosa”, comenta Ellen. A administradora do Varjão, Luíza Helena, está há dois anos e meio na gestão. Segundo ela, os projetos sociais visam, principalmente, a empregabilidade. “Quando cheguei ao Varjão o que mais existia aqui era a falta de emprego devido à falta de escolaridade. A forma que encontramos de mudar isso foi com projetos que gerassem rendas, onde quem participa se compromete a concluir o segundo grau”, explica.


Para participar dos projetos  é preciso comprovar a conclusão do Ensino Fundamental. A Girassol Central de Costura e Artesanato do Varjão é um deles. Os alunos confeccionam bolsas e colares, recebem capacitação em confecção em tecido, malha, de moda de hip hop, e têm de apresentar o certificado de conclusão do Ensino Médio.

Reciclagem de resíduos
A Central de Reciclagem do Varjão também pede a conclusão do Ensino Fundamental. Oferece cursos de capacitação e trabalha com resíduos secos, de obras, artesanato e coleta seletiva. Ednei Silva é a responsável pela central. “São 22 pessoas que trabalham separando garrafas, latas, papelão e plástico. Depois enviamos para Brasília”.


Outros horizontes
A cidade conta ainda com a Central de Capacitação do Varjão (CCV), que oferece cursos para garçons, camareiras, alfabetiza idosos e dá reforço escolar para crianças. Além disso, capacita eletricistas, profissionais em informática e em Língua Inglesa. A XXIII Região Administrativa do DF também conta com um Centro Cultural que oferece atividades como aulas de teatro, violão, break e dança.


Na área esportiva o Varjão tem diversas escolinhas de futsal, entre eles escolinha do Grêmio e a Liga Desportiva do Varjão, para jovens. Diversos campeonatos são realizados na cidade, como a final do 14º Campeonato de Futebol Amador de Várzea, que está marcado para 2 de agosto e o 1º Campeonato Feminino de Futsal, realizado dia 26 deste mês.


O Projeto Picasso Não Pichava no Varjão oferece aulas nas segundas e quartas-feiras, de capoeira e grafitagem, além de aulas de break. “Os alounos fazem cursos de serigrafia, para aprenderem a estampar camisetas”, explica Ellen Dejanni.


Ao todo são aproximadamente 50 alunos. As pinturas em grafite começaram pelas paradas de ônibus, espalhados por todo o Varjão. Agora os alunos recebem aulas de grafite no Centro Esportivo da cidade.


Coletividade
De acordo com Luíza Helena, com a redução dos índices de criminalidade no  Varjão, muitos moradores do Lago Norte já fazem compras no Varjão. Segundo ela, a população do Varjão não conseguia pensar o crescimento coletivo, mas sim o individual. “Ainda bem que estamos vencendo essa barreira. O nosso maior desafio é mudar a cabeça de todos que quiserem crescer. Com a cidade cada vez mais bonita, o pessoal vê e muda”, acredita.










  SAIBA +
O Parque Ecológico e Vinvencial Varjão foi criado em 1996. É um cinturão verde de 30 hectares que margeia o vale fluvial Córrego do Torto

O parque assegura a manutenção da mata da galeria do Torto e proporciona novas áreas de lazer à população

A área também é usada pela comunidade organizada para ações de conscientização ambiental e sanitária da população 


 


 


 


 


 


 



           

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