Os sábados, clinic pela manhã, information pills são marcados por grande movimentação na Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa). O motivo é simples. Consumidores e comerciantes lotam o lugar em busca de alimentos saudáveis e preços acessíveis.
Localizada no trecho 7 do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), a Ceasa dispõe de grande variedade de frutas e verduras frescas, hortaliças, carnes, peixes e outros. A qualidade dos produtos é também fator de grande atração. Para se ter uma idéia, estima-se que 7 mil veículos circulem, semanalmente, pelo local, onde estão instalados 150 agentes comerciais vendendo produtos agrícolas, além dos comerciantes atacadistas que ocupam 320 bancas.
Os produtos, muitas vezes, percorrem vários quilômetros antes de chegar às bancas para comercialização. Eles são transportados por caminhoneiros como Carlos Roberto Dutra, 48 anos, que, há 20 anos, trabalha com variados tipos de carga. Não são raras as vezes em que ele leva a família, uma forma de todos ficarem juntos um pouco mais de tempo. “Muitas vezes eu viajo com minha família e, outras, vou sozinho. Percorro a maior parte do Brasil levando verduras”, conta Dutra.
O caminhoneiro, que mora no Rio Grande do Sul, leva dois ou três dias nas estradas, dependendo do destino dos produtos que transporta. Ele admite que é um trabalho difícil, mas gosta do que faz, principalmente, porque garante o sustento da família. Dutra conta que antigamente era mais fácil e que não havia tanta disputa pelo frete. “Você chegava e descarregava logo. Hoje tem fila e a espera é longa”, explica.
Transporte
Apesar das dificuldades, Dutra garante ter grande prazer em possibilitar aos consumidores a compra de alimentos frescos e saudáveis. E quanto melhor for o transporte dos produtos, maior a satisfação daqueles que os comercializam. São pessoas como José Pereira, 56 anos, que vende melancia na Ceasa há quase 30 anos, desde quando chegou da Paraíba. Para ele, é bom trabalhar com artigos de qualidade e saber que estarão nas mesas de várias famílias. O problema, segundo ele, é quando o movimento está fraco. “Tem vezes que não tem muitas pessoas e aí fica complicado”, relata.
Alguns mantêm na Ceasa a tradição de família. É o caso de Pedro Ricardo de Oliveira, 41 anos, que vende biscoitos caseiros há 18 anos na central. Segundo o vendedor é um ensinamento passado de pai para filho. Há mais de 25 anos a família trabalha com biscoitos e já percorreu várias partes do Brasil. Atualmente, é uma das atrações da Ceasa e tem freguesia certa.
A aposentada Iracema Silva Lima, 57, freqüenta o lugar há 10 anos. “Venho pela facilidade e pelas muitas opções”, diz. Já o técnico em informática José Augusto Cordeiro, 52, sempre vai em busca de produtos sem agrotóxico. O vendedor de produtos orgânicos, Cesar Luís de Castro, 51, vende o que produz, apenas nos finais de semana. Ele, porém, pede melhorias na Ceasa. “É um local que tem um grande fluxo de pessoas, mas precisa melhorar a segurança e a limpeza porque é muito desorganizado”, destaca.