Um grupo de mendigos fez das ruas do Núcleo Bandeirante sua residência. O caso mais crítico é registrado na rua que faz esquina com a Avenida Central, cheapest entre o Corpo de Bombeiros e a Igreja Assembleia de Deus. De acordo com a população, o número de sem tetos no local pode chegar a 12 entre crianças, mulheres, homens e idosos. Eles ocuparam a área há cerca de dois meses.
Moradores das casas vizinhas ao “lar” improvisado pelos mendigos vivem amedrontados com receio de assalto. A aposentada Vanilda Silva, 58 anos, caminha todos os dias pela avenida principal da cidade e passa ao lado dos indigentes durante o trajeto. “Isso já virou cultura. A população precisa parar de dar esmolas. Do contrário, eles vão continuar aí”, indignou-se. Segundo ela, a Polícia Militar e os próprios bombeiros retiram os populares do local e no dia seguinte eles voltam.
Os comerciantes também são prejudicados. Dono de restaurante, Antônio Camilo, 52 anos, está na cidade há oito anos. De acordo com ele, sempre existiram mendigos por ali. “Eles incomodam os clientes, pedem esmolas, comida, bebida e, quando a gente se nega a dar, nos xingam”, conta. Na terça-feira (26), a esposa de seu Antônio foi ofendida por um deles ao se recusar a dar comida. “É uma total falta de respeito”, afirma indignado.