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Brasília

Lojistas reclamam de ambulantes que atrapalham o comércio legal de flores

Arquivo Geral

05/03/2010 9h04

A presença de ambulantes na entrada do Cemitério Campo da Esperança têm incomodado os comerciantes legais da área. De acordo com os floristas, os ambulantes se instalaram na região há cerca de dez anos e nenhuma medida foi tomada. A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) informou que está em curso, desde novembro do ano passado, um relatório para verificar a situação dos ambulantes. “Estamos em fase de levantamento e elaboração”, conta Cláudio Caixeta, gerente de Fiscalização da Agefis.
 

Cláudio diz que o resultado do relatório deve sair em 15 dias e que os ambulantes serão notificados sobre a saída ou não. “É todo um processo. Temos que fazer um levantamento, tirar fotos, notificá-los e aguardar o posicionamento do governo sobre o caso”, explica.

Proprietário da floricultura do cemitério, Fina Flor, Demian Henrique, 35 anos, relata o prejuízo que enfrenta com a presença dos ambulantes. “É grande, poderia estar vendendo entre 30% e 50% mais”, conta. “Pago funcionários, contas de água e luz, impostos, é muito desleal. Eles abordam clientes nas capelas e sempre passam aqui na frente”, explica. Demian produz e trabalha com flores há dez anos e há três está no local. “Fizemos uma carta-denúncia e protocolamos na Agefis mas não obtemos resposta. Já tem três anos que batemos na porta da Agefis e nada”.

O florista afirma pagar entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil por mês em impostos, além de quatro funcionários e o aluguel da loja que subiu de R$ 4,7 mil para R$ 4,9 mil nesse mês. “Se fosse para todos ficarem aqui dentro mas pagando impostos, seria mais justo e leal”, diz.
Por cinco meses, Demian viu sua floricultura ser fechada por falta de alvará. “Durante o tempo em que ficamos fechados pensei em parar e ficar só com a produção de flores. Nesse período ficamos com os convênios que temos com funerárias, mas foi só para nos manter pois o valor pago é baixo”, relata. O alvará da floricultura foi recuperado em 2008 e tem validade de dois anos.

Leia mais na edição desta sexta-feira (5), no Jornal de Brasília.

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