O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, na última quinta-feira (24), a criação do local para o novo aterro sanitário do DF, que substituirá o lixão da cidade Estrutural. O novo local fica na Região Administrativa de Samambaia, entre o córrego Melchior e a Rodovia DF-180. O local será o primeiro aterro sanitário do DF construído e operado com a mais moderna tecnologia disponível no mercado. O projeto está em fase final de licitação incluindo além da construção do novo aterro a recuperação da área atualmente ocupada para depósito de lixo.
A empresa vencedora na licitação receberá outorga de concessão fornecida pela Agência Reguladora de Água e Saneamento (Adasa), que coordenada esse trabalho, para executar os serviços de implantação e operação da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos por 13 anos. Os envelopes que contém o resultado da licitação serão abertos no dia 06 de julho, às 9h30, na sala de reuniões da Adasa.
Além de abrigar todos os resíduos orgânicos produzidos na capital do país, o projeto prevê o aproveitamento do biogás produzido com o processo de decomposição dos resíduos. Dotado de técnicas ambientalmente corretas, com a compactação de todo o lixo orgânico antes do soterramento, o projeto prevê o tratamento do chorume antes de seu lançamento no corpo hídrico com a qualidade requerida pelas normas vigentes.
Consórcio Público
O diretor presidente da Adasa, Ricardo Pinheiro, convidado pelo Conplan para fazer uma apresentação sobre o Consórcio Público de Manejo de Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e Goiás (RIDE), disse que o projeto busca alternativas para viabilizar uma estratégia de universalização na região dos serviços públicos indicados.
Pinheiro salientou que a proposta tem como foco promover a gestão ambientalmente adequada desses serviços através da implementação da coleta seletiva, da reciclagem e da correta destinação final dos resíduos não reciclados, via tecnologias apropriadas e soluções de menor custo.
Segundo o diretor, o consórcio deverá executar tarefas de planejamento dos serviços, bem como prestar ou delegar esses serviços por meio de contrato programa ou de concessão. A iniciativa qualificará as relações entre os municípios da região, resultando no desenvolvimento de mecanismos de participação e controle social, beneficiando toda a população da região.
O superintendente de Regulação Técnica da Adasa, Marcos Montenegro, afirmou que a regionalização desses serviços é uma tendência mundial e os cerca de 3,6 milhões de habitantes urbanos da RIDE (DF e 20 municípios de Goiás) terão condições de construir uma política de manejo de resíduos sólidos moderna e eficaz. Montenegro adiantou que os estudos para a implantação do consórcio já estão sendo feitos, em conjunto com o governo de Goiás e as prefeituras da região.