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Brasília

Local de trabalho longe de casa

Arquivo Geral

04/04/2013 10h30

 

 

A capital federal é conhecida pela expressiva oferta de emprego. Jovens de todo o País deixam as cidades onde nasceram para alavancar carreira profissional em solo brasiliense. Mas assim como as oportunidades, a concentração dos postos de trabalho também é acentuada. Levantamento realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) mostra que o Plano Piloto concentra 47,72% dos postos de trabalho, seguido por Taguatinga, com 8,96%; e por Ceilândia, com 6.73%. O estudo também revela que as regiões consideradas de alta renda são as que têm menor índice de moradores trabalhando na própria cidade. Inserido nesse contexto está o Sudoeste, com 7,4%; o Lago Norte, com 7,7%; e Águas Claras, com 19,4%. Nessas localidades, os moradores retornam ao lar somente no fim do dia para recarregar as energias para o dia seguinte. Por esse motivo, elas são conhecidas como cidades-dormitório.

 

 

De acordo com o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, se as regiões com alta renda são as que contam com o maior índice de pessoas que trabalham no Plano Piloto, elas também oferecem uma quantidade expressiva de postos de emprego. “Essas regiões, como o Lago Sul, empregam muitas pessoas de regiões administrativas que trabalham no comércio e como empregados domésticos”, ressaltou.

Empregos

 

Para ele, é fundamental que haja um incentivo para a criação de empregos nas regiões mais afastadas do DF. “É preciso que exista mais opções de ocupação nas regiões mais distantes do centro. Para isso, algumas medidas estão sendo tomadas, como a criação de um Polo de Logística, a criação do Parque Digital em Sobradinho, entre outras”, disse.

 

Caminho inverso

 

A empregada doméstica Aline Aquino faz o caminho inverso todos os dias. Moradora de Planaltina (GO), ela trabalha em Águas Claras, e diariamente faz o longo percurso. “Na minha cidade não tem oferta de emprego. E as poucas que têm pagam muito pouco. Vale mais a pena ir e vir todos os dias”, diz.

 

De acordo com Julio, algumas cidades se destacam: “Não existe um estudo, mas intuitivamente verificamos que houve um movimento significativo em Taguatinga, Gama e Sobradinho”, relatou.

 

O mal vivido nas grandes cidades funciona como uma bola de neve. Não tem emprego perto de casa  para todo mundo, e a especulação imobiliária empurra as pessoas cada vez mais para longe. Sem meios para se deslocar com agilidade e eficiência, elas são obrigadas a fazer uso de carros particulares entupindo as vias de circulação. Quando isso acontece em grande escala, como se vê em Brasília, e em outras cidades, o trânsito se transforma numa espécie de armadilha, fazendo-as perder qualidade de vida.

 

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