Um monte de sacos de lixo acumulado no subsolo do ICC Sul pegou fogo . Estudantes e funcionários perceberam a fumaça e chamaram o Corpo de Bomneiros. Eles apagaram o fogo usando baldes de água. “O extintor não funcionava e tivemos que improvisar”, contou o estudante de Letras Dirceu Coutinho. Os bombeiros chegaram 20 minutos depois, quando o fogo já tinha sido controlado. “Precisamos ainda dar um rescaldo para evitar que o fogo reiniciasse”, disse o sargento José Bezerra. O acidente aconteceu na tarde desta quinta-feira (30).
A causa do incêndio não foi identificada. Magno Assis, funcionário da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA), afirma que a fumaça tomou conta de todo o subsolo. “Quando ela começou a entrar na sede da DEA, que fica no térreo, pedimos para as pessoas saírem”, relata. Segundo o sargento Bezerra, a forma como o lixo está sendo armazenado no local traz riscos de novos acidentes, de proporções maiores. “Não é aconselhável fazer estoque em área de subsolo”.
O lixo no subsolo do Minhocão estava acumulado desde sexta-feira passada. O correto seria que o material fosse recolhido três vezes, às segundas, quartas e sextas. Mas como o Comando de Greve dos servidores técnico-administrativos fechou os acessos à rua de serviços do ICC isso não é possível. “Não conseguimos fazer a coleta regularmente, o caminhão da SLU não consegue entrar na rua de serviços”, diz o prefeito dos Campi, Paulo César Marques.
Segundo Mauro Mendes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), as chaves do portão do subsolo ficam com o Comando de Greve durante toda a semana. Mauro explica que em casos de emergência como esse, os vigilantes tem autonomia para quebrar os cadeados que dão acesso ao subsolo. “Essa foi a forma de agir que adotamos nas outras greves e essa foi a primeira vez que algo assim acontece”, relata. Ele afirmou que o comando de greve vai reavaliar se é o caso continuar com essa restrição. “Vamos nos reunir amanhã para discutir o assunto”.