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Brasília

Retrospectiva 2018: lixão, acidentes e violência contra a mulher foram destaques de janeiro no DF

Arquivo Geral

24/12/2018 7h00

Atualizada 26/12/2018 21h35

Myke Sena

Lígia Vieira
redacao@grupojbr.com

O Governo do Distrito Federal (GDF) fechou o Lixão da Estrutural em 20 de janeiro do ano passado. Ele era considerado o maior depósito de lixo a céu aberto da América Latina e o segundo maior do mundo. Também era o meio de sustento de várias famílias da região e o maior medo delas era a perda dos lucros com a catação, pois agora têm de se filiar a cooperativas para trabalhar em galpões de triagem, que dependem da coleta seletiva.

Os catadores disseram que chegavam a ganhar R$ 500 a cada quinze dias e a promessa é que passassem a conseguir de R$ 1,2 a R$ 1,4 mil mensais. Durante seis meses, o GDF concedeu uma compensação temporária, no valor de R$ 360, para quem trabalhava no Lixão da Estrutural.

Essa decisão do governo local surgiu como uma forma de o lixo da capital ter um destino mais adequado e os profissionais terem um local mais digno de trabalho, já que a maioria do dejetos produzidos pelos brasilienses ia direto para o Lixão da Estrutural. Atualmente, os resíduos são separados: a parte reciclável vai para galpões de triagem e a não-reciclável para o Aterro Sanitário de Brasília.

O Lixão da Estrutural ainda pode ser utilizado para despejo de resíduos provenientes da construção civil e de podas de árvores. Os interessados em derramar esse tipo de lixo têm de fazer um cadastro e pagar uma taxa para cada tonelada despejada no local.


Casal morre atropelado

O casal de idosos Dulcinéia Rosalino da Silva e Evaldo Augusto da Silva morreu ao ser atropelado, enquanto os dois caminhavam perto de casa no Lago Norte. A motorista, que conhecia o casal, pois frequentava a mesma igreja, também morreu meses depois do acidente em decorrência dos ferimentos da colisão.

Na época, a polícia não descartou que a condutora teve um mal súbito enquanto dirigia, porque depois de atropelar o casal, a mulher ainda subiu no meio-fio e bateu em um poste. A velocidade do veículo, no momento da colisão, era de 140 km/h, sendo que a velocidade máxima da via é 60 km/h.


Homem que matou ciclista no Eixo Monumental é preso

Daniel Sousa de Andrade, 21 anos, conhecido como Scooby, foi preso por ser o autor do assassinato do doutorando da Universidade de Brasília (UnB) Arlon Fernando da Silva, 29 anos, em dezembro de 2017. O estudante voltava para casa de bicicleta e, ao passar pela ciclovia próxima a Câmara Legislativa do DF (CLDF), foi abordado pelo criminoso que estava escondido atrás de árvores e queria a bike do rapaz.

O assaltante esfaqueou o aluno da UnB, que morreu no mesmo dia após ser levado para o Instituto Hospital de Base (IHB). Nas investigações, a polícia descobriu que Scooby era conhecido por roubar e revender bicicletas no DF. Ele foi encontrado escondido dentro de uma geladeira na casa do pai, em Itapoã.


Alunos vão parar em escola a 40 km de casa

Os pais de crianças que estudavam no Centro de Educação Infantil Gavião, no Lago Norte, reclamaram que os pequenos foram transferidos para a Escola Classe 8 do Cruzeiro. Os familiares reclamaram da distância do trajeto, já que a maioria dos alunos mora em Itapoã e no Paranoá.

O deslocamento de 40 km era providenciado pela Secretaria de Educação e durava cerca de uma hora. Os alunos ficaram no centro de ensino do Cruzeiro até a Comunidade de Aprendizagem do Paranoá (CAP) ser inaugurada, em maio, com uma nova metodologia que inclui não ter salas de aula e os próprios alunos escolherem os assuntos que irão aprender.


Luto no Zoo

O elefante Babu residia no Zoológico de Brasília há 22 anos e era conhecido pelos funcionários e visitantes pelo jeito sapeca. Ele morreu depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória devido a uma inflamação no pâncreas. O animal de 25 anos vivia ao lado de Belinha desde que os dois nasceram, na África do Sul. A grande preocupação na época era se Belinha ia apresentar um comportamento depressivo depois de viver tanto tempo ao lado de Babu.

Num primeiro momento, a elefante apresentou luto pela perda do parceiro, mas, atualmente, Belinha está superbem, segundo o Zoológico de Brasília. Os funcionários do local, inclusive, estão num processo para tentar colocá-la em um mesmo recinto com o outro elefante africano do zoo: Chocolate.

Divulgação


Violência contra as mulheres

O ano de 2018 mal tinha começado e casos de violência contra a mulher foram destaques no noticiário. Em janeiro no DF, foram registrados cinco tentativas de feminicídio, 1.277 casos de violência doméstica e 55 estupros.

Uma catadora teve casa incendiada pelo companheiro. Ela e os três filhos estavam dentro da residência quando o crime aconteceu. O homem queria transformar a casa em boca de fumo, mas a mulher não deixou.

A jovem Anne Mickaelly, 23 anos, se declarou para a filha de José Roberto Brito, 46 anos, e esse esfaqueou a região do rosto e pescoço da jovem, pois não aceitava o romance entre as duas. Ela morreu no local.

O ex-policial Bruno Viana, 37 anos, baleou a namorada Clesia Andrade, 25 anos, e se matou em seguida. O homem não aceitava o fim do relacionamento e a moça já tinha feito um pedido de medida protetiva.

Foto: Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasilia.

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