No Brasil, prescription a indústria de produtos de limpeza é formada em 95% por pequenas e médias empresas, seek o que comprova uma tendência de investimento do pequeno fabricante. Junto das Federações de Indústrias de cada estado, a Abipla, a Anvisa e o Sebrae esperam alcançar um grande movimento de conscientização, que resulte na regularização de boa parte da produção nacional de saneantes. Esta ação representa o pontapé inicial do Programa Movimento Limpeza Consciente, lançado pela Abipla e pelo Sipla neste ano de 2009.
Inclusivo e voluntário, o programa visa contribuir com o desenvolvimento sustentável do setor de saneantes, fixando quatro aspectos principais: ambiental, econômico, social e cultural. Neste contexto, promove a revisão de valores e a mudança de comportamentos por parte de empresários e consumidores, com vistas à saúde, à segurança ambiental e ao crescimento econômico. “A regularização do setor é o grande pano de fundo para a promoção de ações futuras nos rumos da sustentabilidade”, conclui Dutra, presidente da Abipla.
Por desconhecimento, as pessoas não relacionam os produtos de limpeza clandestinos com a saúde publica, haja vista a imensa facilidade de acesso a receitas caseiras de produtos de limpeza. “Para colaborar com a diminuição de gastos do consumidor, a Internet e alguns programas de televisão estimulam a fabricação caseira. O que ainda não se considera nesses meios é o risco causado pelo amadorismo na fabricação de produtos de limpeza caseiros, o que é proibido pela Vigilância Sanitária.”, lembra Maria Eugenia Proença Saldanha, diretora executiva da Abipla.
Entre os problemas causados pela irregularidade do produto de limpeza está o risco de intoxicação por ingestão acidental, no contato com a pele e com os olhos, tanto para quem se propõe a fabricar de forma caseira o produto – pela falta de informação sobre o processo produtivo e de equipamentos de segurança durante o seu manuseio – quanto para quem irá utilizá-lo na limpeza doméstica. Além disso, por estarem acondicionados em embalagens inadequadas que não contém rótulos informando as substâncias utilizadas em sua composição, esses produtos dificultam qualquer atendimento médico pela falta de informação.
Outra questão importante a ser considerada é sua ineficácia. Como não há sequer um químico responsável, uma vez que esses produtos na maioria das vezes são fabricados de forma caseira, não há comprovação de sua ação bactericida. Isso significa que, embora perfumados, tais produtos podem estar contribuindo para o aumento das probabilidades de contaminação e proliferação de doenças.