Soraya Sobreira
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O Distrito Federal vai enfrentar problemas de alagamentos com a chegada das chuvas a partir de outubro. Isso porque inspeção feita por técnicos da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) nas bacias de detenção de águas condenou 80% da rede de águas pluviais do DF. Das 43 bacias existentes, 35 apresentam lixo acumulado e excesso de vegetação por falta de manutenção. As bacias são grandes reservatórios construídos para o armazenamento temporário das chuvas, liberando a água acumulada de forma gradual para rios e lagos.
“É certo que estamos no período de seca, mas é agora que a cidade tem que se preparar para a chegada das chuvas. A partir do mês de outubro, período previsto para o início do tempo chuvoso, as águas trazem consigo uma série de problemas e pontos de alagamento” observou Carolinne Gomes, coordenadora de fiscalização da Superintendência de Drenagem Urbana, Gás e Energia (SDE), vinculada à Adasa.
A bacia de detenção de Ceilândia, por exemplo, encontra-se em situação de total abandono. A região possui quatro reservatórios e a vegetação densa e o acúmulo de lixo são as ocorrências detectadas no levantamento da Agência de Águas. No Riacho Fundo II, a situação também não é diferente. Os resíduos sólidos próximos à bacia tornam o lugar insalubre. Em Santa Maria e no Recanto das Emas, a situação também não é diferente. Todos estes locais sofrem, inclusive, com as ocorrências de inundações no período chuvoso.
O estudo é feito anualmente com a intenção de prevenir pontos de alagamentos e prestar serviço à população. De acordo com a Adasa, a razão de a avaliação ser feita ainda no período de seca é para assim dar tempo de os órgãos responsáveis tomarem providências antes que os problemas ocorram. O estudo teve duração de seis meses.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) é a concessionária responsável pela manutenção do sistema de drenagem no DF. Isso deve ser feito com a poda da vegetação dentro dos reservatórios e com o recolhimento do lixo. “Quando o serviço de manutenção não é feito com frequência, acontece o assoreamento nos recursos hídricos. Os resíduos sólidos e o número ineficiente de latas de lixos espalhadas pelas cidades prejudicam a conservação das bacias”, disse Carolinne.
A Novacap alega que tem feito os procedimentos de limpeza, primeiramente, nos bueiros, retirando folhas e lixos das bocas de lobos. Todo o sistema de drenagem passará por este processo de antes do período de chuva, garante a companhia.