Mariana Sacramento
Por trás de lonas, madeiras e cercas, que delimitam áreas públicas a fim de transformá-las, de forma ilegal, em particulares está o jogo político das eleições 2010 que entra em cena. Ontem, 20 pessoas foram presas durante força-tarefa do Governo do Distrito Federal que desconstitui 600 edificações irregulares, próximas ao Itapoã. Levantamento da Companhia de Desenvolvimento do DF (Codhab-DF), realizado em 2009, identificou 4 mil famílias vivendo em situação irregular, em 163 pontos diferentes do DF.
Para o sociólogo da Universidade de Brasília Antônio Flávio Testa, o movimento de invasões, que se mostra intenso já no início de 2010,” é uma estratégia de criar uma mobilização popular que se o ex-governador Joaquim Roriz voltar esses lotes (invadidos) serão regularizados”. Segundo ele, os invasores são orientados e monitorados por líderes que vão aproveitar o momento da crise do atual governo para alimentar o “caos”. Esse líderes seriam os mesmos personagens que anos atrás propiciaram a ocupação de áreas públicas, que hoje continuam tomadas, como o exemplo o próprio Itapoã. “Se a polícia procurar vai encontrar os mesmos personagens de antes”, diz.
O secretário-adjunto da Ordem Pública, coronel Djalma Lins, informa que independente da configuração política atual, as invasões não serão toleradas. “Essa questão de invasão é coisa de passado”, garante. De 2007 a 2009, o número de operações da Sudesa aumentou 50%. Durante os três anos mais de 12 mil edificações irregulares foram demolidas. Ano passado, a Agência de Fiscalização do DF (Agefis) expeliu 1.745 intimação demolitória. No mesmo período só de cerca de arame usada para demarcar terrenos ilegais foram recolhidos mais de 100 mil metros.
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