Especial para o Jornal de Brasília
Motocicletas a partir de R$ 300. Caminhões por R$ 6 mil. As ofertas são quase impossíveis de serem encontradas em lojas, mas eis que surge uma opção para o consumidor: um leilão. Porém, para que a economia valha a pena, o interessado deve se atentar ao estado de conservação do bem e calcular se a oferta é um bom negócio.
Neste fim de semana, veículos, eletrônicos e mobiliários foram leiloados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), no Núcleo Bandeirante. Todos os veículos foram vendidos. Os lotes de mobiliários continham itens como computadores, monitores, impressoras, cadeiras e periféricos.
O servidor público Saulo Martins, 35 anos, comprou uma moto para uso próprio e ficou satisfeito com o negócio. “Visitei o pátio onde estavam os bens na última quinta-feira, para analisar se a compra seria vantajosa. Comprei uma Suzuki 125, ano 2007, por R$ 1,4 mil, incluindo as taxas. Devo gastar mais uns R$ 400 em manutenção. Mesmo assim, saiu a um preço abaixo do mercado”, comemora.
“Ninguém compra veículos com valores tão baixos. Sem contar que todos os automóveis estão em condições de uso, em bom estado e com a documentação até a data da arrematação sob responsabilidade dos Correios. Além disso, todos os débitos em aberto serão liquidados”, explica Osvaldo Veloso, organizador do leilão.
Segundo ele, os compradores pagarão as taxas de licenciamento, seguro obrigatório e IPVA na proporcionalidade. Ou seja, os débitos anteriores à data de compra são de responsabilidade dos Correios.
Caçador de “tesouros”
Há quem participe de leilões com a intenção de fazer negócios e ganhar dinheiro. Esse é o caso do comerciante Cléber Alves, 30 anos, que participa dos eventos há mais de três anos. “Eu e meu pai temos uma empresa que faz reciclagem de todos os tipos de materiais. Sempre compramos bens em leilões. Os itens que estão bons, nós vendemos. Os que precisam de reparo, fazemos a manutenção e depois colocamos para venda. O que não presta vai para a reciclagem”, detalha. Com isso, eles conseguem lucrar 40% sobre o valor investido.
O comerciante comprou dos Correios quatro lotes de produtos de informática. São itens como CPU, monitores, teclados, mesas e cadeiras. “Achei os preços excelentes, cada lote possui cerca de 80 itens. Paguei R$ 600 por cada lote e, com certeza, terei um lucro muito bom”, analisa.
Alves estava de olho em uma moto e revelou que a tática para fazer uma boa compra é aguardar o fim do leilão, pois, assim, há menos interessados e os valores são menores. “Os empolgados vão embora e surgem ofertas melhores. Às vezes, compro carro e moto para revender, mas o preço tem que ser vantajoso”, conta.
Ele participa de leilões em todo o Brasil e aponta os de Goiânia e São Paulo como os mais vantajosos.