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Brasília

Leilão vende de aparelhos eletrônicos a esmeraldas

Arquivo Geral

25/03/2015 6h00

O 1º Leilão Público Coletivo de 2015, promovido pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) no próximo dia 9, ofertará 107 lotes de itens avaliados em R$ 178 mil, no total. É a chance de obter produtos como motocicletas, carros e aparelhos eletrônicos a preços entre 20% e 30% abaixo do valor de mercado.

O primeiro evento do tipo ocorrerá no Fórum Desembargadora Maria Thereza de Andrade Braga Haynes, na QE 25 do Guará, ao lado do Cave. O leilão está aberto à participação de qualquer um que apresentar documento de identidade e estiver disposto a competir pelos objetos. 

Na primeira leva, os itens mais excêntricos são um lote de esmeraldas com atestado de autenticação da Polícia Civil (com valor de revenda de R$ 85 mil) e uma piscina de fibra de vidro.

Desafogo

Os produtos estão disponíveis para visitação em seis depósitos públicos (Brasília, Gama, Sobradinho, Taguatinga, Samambaia e Ceilândia), onde ficam os bens da área cível, apreendidos, em sua maioria, por cobranças ou dívidas, e no Centro de Guarda de Objeto de Crime (Cegoc), no SIA Trecho 4, onde ficam os itens relacionados a atividades ilícitas.

 “Eu diria que é obrigatório visitar o depósito para verificar  de perto o   estado dos objetos”, alerta o organizador do leilão, Cláudio Vieira. 

Segundo ele, o perfil de quem comparece a esse tipo de evento mudou nos últimos anos. Hoje em dia, há mais participação de cidadãos comuns e menos dos chamados “profissionais de leilão”, que ganham a vida revendendo artigos comprados a custo menor.

“Como começaram a divulgar mais, de 2011 para cá, as pessoas começaram a aparecer mais. Ultimamente, esses leilões têm sido bastante disputados”, acrescenta o organizador.

Itens preferidos

O responsável pelo Núcleo de Leilões Permanentes do TJDFT, Claiton Correa, diz que os lotes mais procurados são os que contêm celulares, motos, bicicletas e materiais de informática. “Nos últimos leilões, tivemos vestido de noiva e uma urna funerária. Desta vez, os itens estão mais ‘tradicionais’”, informa.

Segundo Correa, no ano passado, as vendas renderam algo em torno de R$ 500 mil. Parte desse dinheiro foi destinado à União – especialmente os bens da área cível -, e a outra parte para as entidades que deveriam receber por uma dívida não honrada, entre outros destinatários.

Ele explica que não existe prazo máximo para os itens ficarem em depósito, apesar de o objeto, caso “sobreviva” a três leilões, ser doado ou descartado. “Qualquer um pode participar. Os lances são feitos oralmente e não há necessidade de cadastro prévio”, avisa o responsável.

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