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Brasília

Leandro Grass aciona PF após fala de Celina sobre violência contra mulheres

Candidato pede investigação por possível injúria eleitoral após governadora insinuar que adversário poderia agredir mulheres longe das câmeras

Mateus Souza

21/10/2026 17h22

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) apresentou uma notícia-crime eleitoral à Polícia Federal contra a atual mandatária Celina Leão (PP). No documento, a equipe jurídica afima que uma fala da governadora “associou o nome de Grass à violência contra mulheres sem apresentar qualquer fato que sustentasse a insinuação”. A representação pede a abertura de investigação por possível injúria eleitoral.

O caso ocorreu na terça-feira (20), após uma entrevista de Celina à emissora TMC. Em conversa gravada com jornalistas, a governadora afirmou que não pretendia participar de novos debates com Grass e questionou o comportamento do candidato fora das câmeras. “Uma pessoa que não sabe se portar em um debate na frente das câmeras, cê já imaginou o que ele poderia fazer com mulheres escondido?”, declarou.

Na noite do mesmo dia, Grass registrou um boletim de ocorrência virtual na Polícia Civil do Distrito Federal. O registro foi cancelado pela corporação, sob a justificativa de que fatos relacionados ao processo eleitoral são de competência da Polícia Federal ou da Justiça Eleitoral.

Após o cancelamento, os advogados do candidato protocolaram a notícia-crime na PF. A defesa solicita a instauração de inquérito para apurar possível prática de injúria eleitoral, prevista no artigo 326 do Código Eleitoral, com a agravante estabelecida no artigo 327, inciso III, referente a ofensas proferidas diante de várias pessoas ou por meio que facilite sua divulgação.

Na representação, os advogados afirmam que a declaração ultrapassou a crítica política ao desempenho de Grass em debates e associou o candidato à violência contra mulheres sem apresentar fatos que sustentassem a insinuação. A defesa também argumenta que a ampla divulgação da fala e o uso de uma pergunta não afastam o possível caráter ofensivo da declaração.

O documento menciona ainda certidões criminais apresentadas por Grass no registro de candidatura, que, segundo a defesa, demonstram a ausência de acusações, registros ou procedimentos contra ele. Os advogados pedem a apuração dos fatos e reservam o direito de buscar reparação por danos morais na esfera cível, além de apresentar queixa caso a conduta não seja enquadrada na legislação eleitoral.

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