Os laudos da investigação da lancha que afundou no lago Paranoá no final de maio, matando as irmãs Liliane e Juliana Queiroz de Lira, foram entregues hoje (15), pela Polícia Civil do DF.
Ficou comprovado que a embarcação afundou por superlotação. A lancha tinha capacidade para seis passageiros e transportava 11 pessoas, entre elas seis mulheres e cinco homens, no momento do naufrágio. A polícia realizou mais de sete simulações dinâmicas e estáticas para entender melhor o que teria acontecido na noite do acidente. De acordo com o laudo, a lancha levou de 10 a 35 minutos até submergir totalmente.
O barco naufragou em um trecho entre o clube do Senado Federal e o Hotel Alvorada, no Lago Norte. Seis sobreviventes foram transportados pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Os corpos das irmãs foram localizados por grupos de mergulho da polícia três dias após o acidente, no fundo do lago, numa região próxima onde foi localizada a lancha.
O piloto, José da Costa Júnior, 33, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Segundo o delegado responsável pelo caso, Silvério Moita, o proprietário da lancha pode ser condenado com quatro agravantes para o caso. Os agravantes seriam a ingestão de bebidas alcoólicas, excesso de passageiros na lancha (motivo comprovado do naufrágio), falta de coletes salva-vidas e a realização de passeio noturno com baixa visibilidade.
Júnior será intimado oficialmente na próxima segunda-feira (19) e terá seu depoimento colhido novamente na terça-feira (20). Caso seja condenado, ele pode pegar de um a três anos de reclusão, por cada vítima.