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Brasília

Lancha usada para sessão de fotos com noivos foi parar em cima de barranco

Arquivo Geral

08/08/2012 7h07

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Mais um acidente no Lago Paranoá – o segundo em três dias. Na tarde de ontem, o piloto de uma  lancha  teria perdido o controle ao fazer uma  manobra e subiu em um barranco, a 500 metros da Ermida Dom Bosco, próximo à Barragem do Paranoá. A embarcação  foi parar dentro do mato e ficou bastante danificada.

 

Três  dos quatro ocupantes  ficaram feridos. Segundo o Corpo de Bombeiros,  uma mulher com suspeita de traumatismo craniano,  um homem com fratura na perna e outra mulher com suspeita de lesão na bacia foram socorridas de helicóptero  e em uma viatura para o Hospital de  Base e um hospital particular no Lago Sul. Um homem saiu ileso depois de pular na água no momento do acidente.

 

 A lancha havia  sido alugada por um casal de noivos para uma sessão de fotos do casamento, marcado para o próximo mês. De acordo com Ronaldo Schara Júnior,  capitão dos Portos de Brasília, a colisão ocorreu no momento em que  o lago estava completamente vazio. “A lancha tem oito anos, dispositivo de segurança e não permite este tipo de acidente”, diz.

 

 

O  capitão explicou  que o condutor Antônio Carlos Pinto Rocha, de 61 anos,  é um mestre arrais,  com conhecimento avançado e experiência na condução desse tipo de embarcação, inclusive foi submetido a uma prova mais difícil para ser habilitado. “Impressionou-me muito a forma como ocorreu o acidente. Vamos fazer uma perícia rigorosa para identificar as causas.  Nunca tinha visto um acidente desse tipo durante minha carreira”, disse.

 

A lancha de fibra de vidro, com 7,8 metros de comprimento, estava regularizada junto à Delegacia Fluvial de Brasília. O Título de Inscrição da embarcação havia sido renovado em 2010. A documentação do piloto também estava legalizada.  É possível que tenha havido falha mecânica ou erro humano. A embarcação estava a 15 nós (o equivalente a 30km/h), mas só as perícias  da Marinha e  do Instituto de Criminalística da Polícia Civil podem apontar as causas do acidente. Os laudos devem ser concluídos em 30 dias.

 

    Na opinião do  tenente-coronel  Élcio Alves Barbosa, comandante do Grupamento de Busca e Salvamento, deveria haver mais aula prática para condutores de embarcações. “Muitos pilotos não têm prática embora tenha arrais, e o  barco não tem freio como o carro”, afirma.

 

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