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Brasília

Lago Paranoá: Óleo veio do Palácio do Planalto

Arquivo Geral

23/01/2014 7h15

A mancha que apareceu no Lago Paranoá na última sexta-feira veio do Palácio do Planalto, segundo a Secretaria de Meio Ambiente. A principal suspeita é de que tenha vindo de uma caldeira do restaurante do Anexo IV. 

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, somente o laudo definitivo poderá dar mais detalhes sobre a origem do óleo. “Após alguns estudos com equipamentos na galeria de águas pluviais, podemos afirmar que o óleo é proveniente da região do Palácio do Planalto. Começa exatamente no poço de visita dentro da área. Estamos aguardando o laudo químico para saber se foi óleo lubrificante ou de caldeira, mas tudo indica que veio da caldeira”, disse.

Essa é a terceira vez que o Lago Paranoá sofre com as manchas de óleo. Em outubro do ano passado, o local foi atingido pelo vazamento de uma caldeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), também responsável pelo primeiro incidente, em junho de 2012.

Eduardo Brandão explica que o dano deste ano foi bem menor do que o de outubro passado. “O Lago, inclusive, já está limpo”, diz. Ele ressalta que a multa será encaminhada ao Palácio do Planalto após a conclusão do laudo químico e deve girar em torno de R$ 50 mil. 

Troca das caldeiras

Segundo o secretário, um dos principais problemas é a estrutura das caldeiras. “Esses equipamentos estão numa idade limite. Uma solução definitiva seria a substituição deles”, pontua. De acordo com Brandão, o Palácio já sabia da possibilidade de vazamento, uma vez que as caldeiras são muito velhas. “O Palácio não é reincidente. Por isso, a administração foi   transparente e preocupada em tomar as providências necessárias”, diz.

Entenda o caso

A macha de óleo surgiu perto do Clube de Fuzileiros Navais, na sexta-feira. Depois de identificada, uma equipe do Corpo de Bombeiros colocou um cordão de isolamento na margem do lago para conter a expansão da mancha. 

Em outubro do ano passado, outra mancha no Lago Paranoá foi causada pelo vazamento de óleo das caldeiras do Hospital Regional da Asa Norte, segundo laudo da Universidade de Brasília, Caesb (Companhia de Abastecimento e Esgoto de Brasília) e Ibram (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).

De acordo com o secretário Eduardo Brandão, a empresa responsável pelas caldeiras do Hran ainda não pagou a multa de R$ 280 mil porque o processo estava “tramitando”. 

Presidência diz que conclusão é precipitada

Por meio de nota, a Presidência da República negou que o óleo tenha saído do Palácio do Planalto. De acordo com a secretária-geral do órgão, Renata Fortes Fernandes, não é possível concluir que a origem da mancha tenha sido a caldeira do restaurante. Segundo o órgão, as declarações do secretário de Meio Ambiente são precipitadas e somente após as análises químicas do óleo será possível ter uma conclusão tecnicamente consistente. 

A caldeira que pode ser a origem do vazamento foi preventivamente desativada e a mancha de óleo imediatamente contida, minimizando seu impacto. Desta vez, não foi constatada morte de peixes em função do incidente.

Exemplo importante

Apontada com uma das principais medidas para evitar incidentes como esse, a substituição das caldeiras é uma medida fundamental. Há cerca de três anos, o Hospital das Forças Armadas (HFA) substituiu as caldeiras que usavam combustível BPF (Baixo Ponto de Fulgor) por novas, movidas a gás. 

 

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