Menu
Brasília

Ladrões agem em vagas públicas do Aeroporto JK

Arquivo Geral

18/03/2015 6h30

Estacionar no Aeroporto JK parece uma tarefa cada dia mais difícil. Para escapar das tarifas cobradas no pátio privado, usuários   colocam os carros nas poucas vagas públicas que restam. A solução, entretanto, traz outro problema: o furto em veículos. Somente neste mês, dois automóveis, colocados em uma área a poucos metros do terminal, foram depenados. Eles tiveram as quatro rodas roubadas e, segundo motoristas, há ainda casos de roubo de rádios, antenas e outros pertences. Diante da situação, clientes e funcionários pedem mais segurança, garantindo que não veem policiais ali. Apenas agentes do Departamento de Trânsito (Detran). 

 “Depois que a Inframerica assumiu o Aeroporto JK, disse que ficaria muito caro manter o vigia do estacionamento. Aí, tiraram. Em seguida, começaram os furtos e roubos aqui”, lembra Pedro Henrique Souza,  24 anos. Funcionário do local, ele afirma que os colegas também sofrem com a insegurança. “A gente fica numa situação muito complicada. Porque a mensalidade para os funcionários é R$ 80. E   aqui fora não tem garantia nenhuma. A impressão que dá é que querem nos obrigar a pagar”, salientou. 

Terreno baldio

 O estacionamento público em questão fica em frente a uma locadora de carros e a uma empresa de serviços de apoio a aeronaves. Do outro lado, apenas um extenso terreno baldio, de propriedade da Inframerica, coberto por uma grama alta, o que torna o local ainda mais perigoso. 

“Como saio tarde, tem vezes que chego e há  carros com vidro quebrado. O meu mesmo já tentaram arrombar para levar o rádio. Cheguei e o carro estava aberto. Só não levaram nada porque o rádio não fica ali”, contou Washington Leite, 38 anos, operador de equipamentos.

Cena assusta e modifica hábitos

Com medo da reincidência dos furtos, outra motorista  acabou se rendendo à mensalidade de R$ 80. “Já até peguei o cartão hoje. Me deu muito medo quando cheguei   pela manhã e vi o carro depenado.  E não é a primeira vez”, lamentou a assistente administrativa Rosiane Rodrigues, de 27 anos. 

 A denúncia dos furtos   foi divulgada em uma rede social. Dois carros depenados  tiveram fotos publicadas no Facebook, com a critica de um usuário: “Aeroporto de Brasília está assim. Ou você paga um absurdo para estacionar ou tem seu carro furtado em um estacionamento para funcionários sem segurança e sem fiscalização”.  

 Procurada, a Inframerica disse   não poder se responsabilizar pelo  pátio público. E salientou que o aeroporto passou por obras de ampliação que aumentaram sua capacidade para 3,3 mil vagas. “Hoje o local é administrado pela Estapar e conta com vigilantes que fazem rondas diárias e estão de prontidão para atender aos usuários. Além disso, o estacionamento tem 25 câmeras de vigilância”, respondeu. 

Motoristas pedem a presença da PM

Enquanto a equipe do JBr. esteve no local, alguns policiais militares estavam do outro lado da rua, em uma tenda de salgados.   “Eu só vejo eles sentados, no final da tarde, comendo ali. Nunca vejo um PM na hora que eu saio do trabalho”, criticou o  operador de equipamentos Washington Leite. “Já que o roubo é frequente, eles poderiam pelo menos se organizar para vir na hora em que eles acontecem”, sugeriu. 

 Segundo a PM, contudo, o policiamento da área é feito diariamente pelo 5º Batalhão, a pé e com viaturas. Para isso, contam com a ajuda de policiais do serviço voluntário, que trabalham em apoio também do Batalhão de Trânsito e da Polícia Militar Ambiental.  Não foram informados, porém, quantos agentes fazem o serviço   nem em quais horários.  

 Outra usuária do espaço critica a inércia da PM e diz que apenas os agentes do Detran andam em todo o espaço,   multando veículos em situação irregular. “Só vejo esse serviço sendo feito. O que é um absurdo diante da situação do local”, diz Grazielly Barros,   29. A supervisora de câmbio afirma   que toma cuidados para não ter o carro roubado. “Nunca deixo  nada pessoal à vista. Tento me prevenir, pois sei como as coisas funcionam por aqui”, conta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado