Brasília

Justiça nega prisão domiciliar a manifestante que chamou Bolsonaro de genocida

Rodrigo Pilha foi detido no último dia 18 de março e está na Papuda por um crime que não prevê restrição de liberdade. MPDFT apoia o ativista no caso

Agência PT/Divulgação

A Vara de Execuções Penais (VEP-DF) rejeitou, na terça-feira (6), o pedido de prisão domiciliar do ativista Rodrigo Pilha. O manifestante está preso por ter erguido uma faixa chamando o presidente Jair Bolsonaro de “genocida”.

Pilha foi detido no dia 18 de março e levado à Papuda por uma condenação anterior por desacato. O crime de desacato, no entanto, não prevê restrição de liberdade.

De acordo com a análise legal, a Promotoria de Justiça de Execuções Penais se posicionou favoravelmente ao pedido de liberdade de Rodrigo, mas o juiz da VEP-DF, no entanto, acatou apenas o pedido de trabalho externo, mas Pilha deverá voltar à prisão no fim do dia.

Lula se manifesta

No dia da prisão do ativista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a perseguição. “É um ato de provocação à liberdade de manifestação mandar prender alguém por chamar Bolsonaro de genocida. Ele poderia ser chamado de salva-vidas se tivesse sido responsável, mas preferiu sair vendendo mentira e remédio sem efeito, enquanto milhares morrem por sua incompetência”, escreveu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar