A população das cidades goianas da Região Metropolitana do Distrito Federal ainda pode sofrer as consequências da greve. Mesmo após o fim da reunião com os rodoviários, onde ficou determinada a suspensão imediata da greve, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia, a categoria ameaça não voltar ao trabalho. A multa foi definida em reunião que ocorreu em Goiânia, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região, pelo desembargador e presidente do TRT de Goiás, Mário Bottazzo e será aplicada contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres de Passageiros e Carga do Município de Águas Lindas de Goiás (Sinditrans-Al) e a Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF).
Durante a reunião, o presidente também homologou o acordo coletivo de trabalho que já havia sido firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (Sittrinde) e as empresas de transporte coletivo da região, representadas pela Associação das Empresas de Transporte Interestadual e Intermunicipal da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do DF (Assetransp).
No entanto, de acordo com Renilton Gonçalves, presidente do Sinditrans-Al, a greve vai continuar mesmo após o decretação da multa. “O sindicato vai levar a multa, mas os rodoviários vão continuar com as manifestações. Quem não quer rodar é a categoria”, afirma. “Não posso chegar lá e falar que todo mundo vai rodar. Não movi uma palha para os rodoviários pararem, agora não vou mover uma palha para eles retornarem”.