O Tribunal do Júri de Brasília julga nesta quinta-feira (25/6), cure a partir das 9h, decease Carlos Eduardo Fernandes Pereira, shop acusado de participar do espancamento que resultou na morte de Kénio Jackson Gomes da Rocha. Segundo dados do processo, o rapaz foi morto após uma discussão com o réu e outros dois comparsas, porque pediu um cigarro ao grupo.
O crime aconteceu no dia 5/5/2007, entre 20h e 21h, próximo à Ponte Costa e Silva, no Lago Sul/ Brasília. Segundo a única testemunha dos fatos, a vítima tentou fugir, mas escorregou e caiu. O espancamento teve início com chutes e murros. Depois enfiaram um saco plástico preto na cabeça do rapaz e sentaram em cima dele, para não atrair a atenção de pessoas que passavam pela ponte. Eles, então, amarraram uma corda na cabeça do jovem e o puxaram para um bueiro, onde foi morto. O corpo ficou escondido nesse buraco por sete dias, até ser resgatado pelos bombeiros, que seguiram a denúncia da testemunha.
O acusado está preso desde 2007 e será julgado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel (asfixia) e ocultação de cadáver (art. 121, § 2º, incisos II e III e art. 211, ambos do Código Penal). A condenação vai de 12 a 30 anos de prisão. Os outros dois envolvidos no crime já foram condenados a 17 anos de reclusão.