
Lígia Vieira
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Após um ano e meio com o racionamento de água por 24 horas a cada seis dias, a distribuição voltou à normalidade em 15 de junho. De acordo com o GDF, só foi possível dar um fim ao rodízio porque o brasiliense reduziu em 31% o consumo per capita, em quatro anos, além do aumento da captação de água em Brasília.
Mesmo com as perdas de lucro da Caesb, que afirmou que o consumo de água esteve baixo durante a crise hídrica, os deputados distritais não permitiram que houvesse reajuste na tarifa. A empresa queria um aumento de 9,69% para o consumidor.
Atualmente, os níveis dos dois principais reservatórios mostram que não haverá um racionamento tão cedo. O Descoberto não só atingiu o limite como transbordou na semana passada, enquanto Santa Maria chegou a 65%. Os pedidos à população para economizar continuam mesmo com as marcas.
Para reverter a crise hídrica, o governo investiu no tratamento e captação de água. Foram R$ 519 milhões gastos na criação do subsistema produtor de água Ribeirão do Bananal, na estação de tratamento do Lago Norte e na interligação dos sistemas de abastecimento de água do sistema Torto/Santa Maria.
BioTIC inaugurado
O Parque Tecnológico BioTIC foi inaugurado em 22 de junho. O investimento foi colocado como nova esperança para a capital, já que 1,2 mil empresas podem ocupar o local. O espaço fica entre a Granja do Torto e o Parque Nacional e é indicado para empresas de base tecnológica, tanto as já consolidadas como startups, bastando participar dos editais de chamamento.
Atualmente, o BioTIC tem apenas um prédio em funcionamento, o Edíficio Governança. Lá os empreendedores podem utilizar salas de reunião, espaços colaborativos, estúdios para gravação e produção de conteúdo. Hoje, são cinco empresas que se instalaram no local, além de organizações e instituições públicas, que atuam principalmente nas áreas de biotecnologia e tecnologia da informação e comunicação.
Brasilienses contra barulho
Águas Claras esteve no centro de duas polêmicas em junho. Uma moradora do residencial Smart Residence promoveu um abaixo-assinado contra o barulho das viaturas do Corpo de Bombeiros, pois o prédio fica próximo 25º Grupamento Bombeiro Militar. Porém, o uso da sirene é obrigatório em veículos de combate a incêndio ou salvamento e mesmo ambulâncias. Os moradores acabaram desistindo da iniciativa.
Outros condomínios, no entanto, proibiram barulho durante a Copa do Mundo. No Guará II, um dos residenciais vetou o uso de vuvuzelas e fogos de artifício nos dias de jogos. Enquanto isso, um condomínio da Quadra 104 de Águas Claras fez com que um dos moradores retirasse uma bandeira que estava pendurada na varanda, porque havia uma cláusula no regimento do edifício que proíbe esse tipo de enfeite na fachada.
Governo engaveta projetos ferroviários
A greve dos caminhoneiros expôs a dependência do sistema rodoviário. A maior alternativa para o transporte de passageiros e cargas é a rede fewrroviária. No DF, dois projetos estão engavetados. Eles indicavam a ampliação e reestruturação de linhas ferroviárias, a ligação entre Brasília e Goiânia e entre a capital federal e Luziânia.
Segundo o GDF, implementar ferrovias é uma demanda a nível nacional e não há secretarias ou órgãos locais que podem realizar esse tipo de projeto sem a aprovação e auxílio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Outra crítica é que há um forte lobby das empresas de transporte rodoviário e isso faz com que as iniciativas de linhas ferroviárias não saiam do papel.
Coroinha estelionatária
Agenayra Maranguape, 22 anos, usou a antiga experiência como menor aprendiz na área de recursos humanos da Rede Salesiana Brasil para aplicar golpes durante três anos. Segundo a Polícia Civil, ela prometia falsos empregos, principalmente em grupos de jovens católicos, e garantia salários de até R$ 15 mil em Brasília e em Roma, na Itália. A jovem foi presa. De acordo com a investigação, ela se passava por diretora de recursos humanos da rede de colégios e pedia de R$ 2 mil a R$ 10 mil para os candidatos interessados no processo seletivo. Agenayra, que na infância foi coroinha, pedia para as vítimas depositarem o dinheiro em conta bancária e depois sumia.