Elaine Siqueira, com agências
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Embora, em números totais, a taxa de desemprego de 2012 no Distrito Federal (12,3%) tenha ficado praticamente estável em relação ao ano anterior, o índice de desocupação entre os jovens ainda preocupa. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), no ano passado 27,2% dos jovens entre 16 e 24 anos estavam em busca de uma chance no mercado. Em 2011, o índice foi de 26,7%, segundo a Companhia de Planejamento (Codeplan) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsáveis pela PED.
Para o supervisor do Dieese, Clóvis Scherer, estes jovens merecem atenção. “É preciso aproveitar a juventude para que se tenha aproveitamento de qualificação e escolarização”, avalia.
Incluído na estatística, atualmente sem estudar e desempregado, o jovem Daniel Gomes, de 21 anos, mora com a mãe e irmãos em Ceilândia. Quando cursava o Ensino Médio, Daniel mantinha um estágio em um órgão público.
Ele faz uma análise do mercado para a sua faixa etária: “É preciso pesquisar, os empregos não caem do céu. Depende do jogo de cintura e da determinação da pessoa”, acredita. Como meta pós-Carnaval, ele diz que vai arranjar um emprego e ajudar nas despesas de casa.
A taxa média de desemprego total de 2012 foi a menor registrada em 21 anos, quando a pesquisa foi iniciada. Já de novembro para dezembro, passou de 10,9% para 11,1% – alta de 0,2 ponto percentual, embora esta época do ano seja aquecida pelo comércio.
Segundo o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, ainda assim o comércio local teve dinamismo positivo. “Prevemos para 2013 uma nova redução do desemprego. Temos um mercado de trabalho integrado com os municípios próximos e isso permitirá emprego de qualidade para todos”, garante.
Os setores que mais empregaram no período foram Serviços, com 54 mil trabalhadores, Construção Civil, que criou 18 mil postos, e o Setor Público, com 17 mil novas vagas. Foram gerados 120 mil novos postos de trabalho entre 2011 e 2012. Com isso, em dezembro do ano passado, o número de ocupados no DF superou, pela primeira vez, a marca de 1,3 milhão de pessoas.
Do total de vagas criadas, 90% são formais, o que significa mais segurança para os trabalhadores. “Esses dados refletem as medidas adotadas para promover o crescimento econômico e a geração de renda”, avaliou o governador Agnelo Queiroz. “Temos perspectivas de investimentos maiores para este ano, quando começam os grandes eventos esportivos”, destacou, lembrando do Qualificopa, projeto de qualificação profissional com foco nas copas de futebol.