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Brasília

Jovens entre 14 e 29 anos são responsáveis por 46% de todo o consumo de bebida alcoólica

Arquivo Geral

12/06/2010 7h01

 

Marina Marquez

marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

Os jovens brasileiros têm consumido cada vez mais bebida alcoólica. Homens e mulheres com idade entre 14 e 29 anos já são responsáveis por 46% de todo o consumo no País. O consumo crescente, já revelado em pesquisas, foi apontado também por membros dos Alcoólicos Anônimos (AA) do Distrito Federal e Entorno. Na semana em que o AA comemora 75 anos em todo o mundo, os membros da capital federal revelam o perigo da bebida para todos, principalmente para os jovens, e importância de se reconhecer o alcoolismo como doença o quanto antes. 

 

O AA confirma no DF dados de pesquisas como a da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e outras Drogas (Abead) que traçou um perfil do bebedor brasileiro. No levantamento, feito em todo o Brasil, foi apontado que os jovens de 14 a 17 anos, por exemplo, já ingerem cerca de 6% de todo o álcool consumido no Brasil. “O número é preocupante, já que a lei proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos”, comenta o psiquiatra Raul Caetano, um dos criadores da pesquisa “Distribuição do consumo de álcool e problemas em subgrupos da população brasileira”. 

 

Quando a população em questão é a juventude com idade entre 18 e 29 anos, o consumo aumenta ainda mais. Esses jovens consomem 40% de toda a bebida alcoólica. “Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse grupo representa 22%, ou um quinto da população brasileira. Se pensarmos que apenas pouco mais de 20% da população bebe 40% de todo o consumo anual de álcool e, mais ainda, que são jovens, fica evidente o risco que correm”, afirma Raul. 

 

dependentes

No DF a situação não é diferente. João Batista, membro do AA há 30 anos, afirma que já tornou-se comum receber meninos nessa faixa etária. “Chegam aqui até crianças de 12 anos, completamente dependentes do álcool. Acredito que um dos maiores problemas é a falta de fiscalização na venda mesmo. É tudo tão divulgado e tão fácil, que se torna um estímulo pra essas crianças que ainda não sabem o mal que o alcoolismo traz”, afirma. 

 

Leia a matéria completa na edição deste sábado (12) do Jornal de Brasília

 

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