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Brasília

Jovem é preso suspeito de matar homem no Parque da Cidade

Arquivo Geral

20/12/2018 7h46

Foto: Matheus Oliveira/Jornal de Brasília/CEDOC

Da Redação
redacao@grupojbr.com

Policiais da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) chegaram cedo à casa de José Veloso das Neves, no Setor Leste do Gama, nesta quinta-feira (20). O homem de 21 anos é suspeito de matar Robson Milton dos Santos, de 40, após uma festa no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. O corpo dele foi encontrado no estacionamento do lugar, no domingo (16).

José das Neves nega o crime, mas a polícia encontrou mensagens em seu celular, nas quais afirma ter cortado o pescoço da vítima. Ele foi levado à DP para prestar depoimento e dar cumprimento ao mandado de prisão temporária. Segundo as investigações, o rapaz e a vítima não tinham ligação e há suspeita de que outras pessoas tenham participado do assassinato.

De acordo com o delegado João Ataliba, responsável pelas investigações, José filmou as agressões e compartilhou as imagens nas redes sociais. O conteúdo chegou às mãos da polícia, que conseguiu identificá-lo em seguida. Na casa dele, foram encontrados os tênis e as roupas utilizadas naquele dia.

“Indagado sobre os fatos, ele disse que não teria participado de agressões anteriores e que quando saiu de uma festa teria encontrado a vítima desfalecida no chão. Para aparecer para os amigos, teria feito o vídeo agredindo a vítima, dizendo que seria um suposto autor”, contou o delegado.

“Ele disse que a vítima ainda estava respirando quando das agressões. Para a gente, resta comprovado que as agressões dele com eventuais agressões anteriores acabaram culminando na morte da vítima”, completou Ataliba.

Apesar da pouca idade, José já tinha passagens policiais por roubo, homicídio e tráfico. A vítima também já havia sido presa. Sua ficha inclui crimes como ameaça, lesão corporal, resistência, perturbação da tranquilidade e roubo, e chegou a cumprir prisão domiciliar.

O corpo de Robson foi encontrado no estacionamento do Pavilhão, sem roupas e com sinais de sinais de espancamento, que denunciavam a brutalidade do crime. Um trauma na face provocou o afundamento de seu rosto. Ele não portava nenhum documento pessoal e só foi reconhecido um dia depois do crime.

 

As investigações vão continuar e a polícia pede ajuda da comunidade para entender a dinâmica do crime. Qualquer informação sobre o caso pode ser comunicada na própria delegacia ou por meio do 197. A ligação é anônima.

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