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Brasília

Jovem é morto ao tentar evitar estupro da mãe

Arquivo Geral

08/11/2012 23h20

Luís Augusto Gomes

luisaugustojornaldebrasilia@gmail.com

 

O adolescente D.O.S., de 16 anos, sempre foi um estudante dedicado. Sonhava concluir o Ensino Médio este ano e fazer Direito para ser policial e combater criminosos. Mas, por ironia do destino,  o desejo do jovem foi interrompido exatamente por quem ele pretendia ser implacável.  Um criminoso invadiu a casa do garoto, determinou que ele amarrasse a própria mãe e  estuprou a mulher. Num ato heroico, o filho tentou defender a mãe, mas foi morto com três tiros.

 

O crime ocorreu na casa onde o adolescente morava  com a mãe e o padastro,  no Parque Estrela Dalva III, em Luziânia, Região Metropolitana do DF. O homem fugiu levando R$ 960 das vítimas. O crime brutal deixou os vizinhos apavorados. Eles reclamam da falta de segurança. “Essa barbaridade é a prova da insegurança”, disse uma dona de casa, que preferiu não se identificar.

 

 A mulher violentada, a diarista  B.R.O., 37 anos, contou à reportagem do Jornal de Brasília que estava sentada na sala assistindo TV quando ouviu o cachorro latindo e  barulho de uma pessoas pulando o muro da casa. Ao levantar para ver o que acontecia, viu o assaltante com a arma apontada para a cabeça do filho, anunciando o assalto.

 

O rapaz, que além de estudar trabalhava como empacotador em um supermercado, pediu calma ao ladrão. O homem mandou a mulher deitar no chão e o jovem fazer o cachorro parar de latir. Ele exigiu dinheiro para não matá-los. Determinou que o garoto amarrasse  e tirasse a roupa da mãe, e a estuprou, na frente do garoto. O filho tentou evitar o ato e foi atingido com três tiros. Chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.

 

 A  polícia  procura o suspeito. Quem tiver informação  do autor deve telefonar para 3620-2416. Não é preciso se identificar.

 

Saiba Mais

 

Policiais do Centro Integrado de Operações de Segurança, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e da Polícia Militar  de Luziânia estão à procura do suspeito.

A  diarista descreveu o criminoso e a polícia fará o retrato falado. A prisão é considerada uma questão de honra pela crueldade da ação.

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