Brenda Abreu
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A Policia Civil do DF esclareceu o caso de agressão que ocorreu no último sábado (26), em uma boate no Setor de Clubes Sul. Segundo o que foi apurado pelos investigadores, Mariana Amaral Zaranza, 22 anos, estava bastante embriagada e teria agredido pessoas dentro e fora da boate. O empresário que ela acusou de agressão disse que a jovem bateu em sua companheira.
Vídeo ao qual o Jornal de Brasília teve acesso mostra o momento em que Mariana tenta agredir uma funcionária do caixa da boate. Segundo o delegado do caso, João Ataliba Neto, era visível que a jovem estava “bastante alterada”. “Dentro da boate ela já estava causando confusões”, aponta Ataliba.
Ao ir embora com o namorado, Mariana agrediu um casal de amigos na saída da boate. A jovem alega que o companheiro de uma das vítimas, um empresário, ao constatar o ocorrido, esmurrou-a no rosto.
Ainda na saída da boate, Mariana afirma que foi jogada em um espelho d’água por seguranças. Já testemunhas relatam que ela se jogou nessa fonte, e que os funcionários apenas foram ajudá-la a sair. Neste momento, a jovem teria pedido para os seguranças ficarem longe dela, e que sairia sozinha da água. No depoimento consta que, após sair da água, ela teria se jogado no chão, debatendo-se, e que havia abaixado a blusa, deixando os seios à mostra.

Mariana alega ter sido agredida em boate. Foto: Reprodução/Instagram
Segundo o delegado, após se levantar, a jovem foi atrás do casal de amigos para tentar agredi-los novamente, mas foi impedida pelos seguranças. “As testemunhas disseram em depoimento que Mariana prometeu processar os funcionários. Parece que um deles, ao conter a agressão, teria dado uma cotovelada acidental nela”, aponta o delegado.
Os dois, Mariana e o empresário que a agrediu, foram encaminhados ao Instituto Medico Legal (IML) para perícia. A polícia aguarda o recebimento dos laudos para encerrar a apuração. Por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, lesão corporal, em caso de condenação, eles receberão penas alternativas à privativa de liberdade. A jovem responde pelo crime duas vezes, por conta da dupla agressão.
Histórico na polícia
Foi apurado pela PCDF que, em 2017, Mariana foi flagrada com sinais de embriaguez durante uma blitz. Ela estaria fazendo manobras perigosas e se negou a soprar o bafômetro. Os policias disseram que Mariana foi presa por desacato, devido a xingamentos desferidos contra eles, além de ter jogado o próprio celular no chão, que se quebrou. Na ocasião, ela tentou simular que havia sido agredida pelos policiais, entretanto, ela mesma esfregou seu rosto em uma árvore, se lecionando.
A reportagem tentou contato com Mariana desde que ela denunciou a situação nas redes sociais. No entanto, não houve resposta.