Menu
Brasília

Jardim Botânico de Brasília destaca riquezas do Cerrado

Em meio ao Mês do Cerrado, o JBB reforça a importância da conservação do bioma com visitação, pesquisa e educação ambiental

Redação Jornal de Brasília

10/09/2026 17h25

lobo guará

Foto: Divulgação

Setembro é um mês especial para o Cerrado, bioma cuja data dedicada é 11 de setembro e que começa a mostrar sinais de transformação após meses de seca, com flores, frutos e novas cores na paisagem. Em Brasília, uma das principais referências para observar essa biodiversidade de perto é o Jardim Botânico de Brasília (JBB), no Lago Sul, que reúne áreas de visitação pública, conservação da biodiversidade, pesquisa científica e educação ambiental.

Na área aberta ao público, o JBB permite conhecer diferentes fitofisionomias do bioma, percorrer trilhas e visitar espaços como o Jardim Sensorial, Jardim Japonês, Jardim Evolutivo, Jardim de Contemplação, Alameda das Nações, Espaço Ciência e trilhas interpretativas. No período de setembro, espécies como cajuzinho-do-cerrado, cagaita, mangaba, ipês, pequi, jatobá e sucupira ganham destaque na paisagem, evidenciando as fases de floração e frutificação típicas do Cerrado.

Além de enriquecer o cenário, esses processos têm papel importante para o funcionamento do bioma. As flores atraem polinizadores, enquanto frutos e sementes servem de alimento para animais e contribuem para a dispersão das espécies, em uma dinâmica que muitas vezes passa despercebida para quem observa apenas a paisagem.

Parte do trabalho de conservação ocorre fora das trilhas, no Herbário Ezechias Paulo Heringer (HEPH), que mantém uma coleção científica voltada ao registro e à preservação da flora do Cerrado. O acervo reúne 38.824 exsicatas, correspondentes a exemplares de plantas coletadas, preparadas e preservadas para estudos, além de 7.111 espécies distribuídas em 280 famílias botânicas. Neste ano, o herbário concluiu a instalação de novos armários deslizantes, ampliando a capacidade de armazenamento de aproximadamente 38 mil para até 52 mil amostras.

A pesquisa científica também se estende à fauna e à flora. No Laboratório de Fauna, pesquisadores monitoram espécies por meio de iniciativas como acompanhamento de borboletas e armadilhas fotográficas. Os registros ajudam a compreender a biodiversidade, os hábitos dos animais e as mudanças no ambiente. Entre as espécies já registradas está o lobo-guará, que também é alvo de estudos sobre alimentação e aspectos parasitológicos.

Na área da flora, o Laboratório de Reprodução in vitro atua, desde 2025, na multiplicação de espécies nativas do Cerrado, sobretudo raras, endêmicas ou ameaçadas de extinção. Criado em 2003 para reprodução de orquídeas, o laboratório também produz mudas destinadas à Coleção Científica de Plantas Vivas ou a projetos de recuperação ambiental, inclusive em áreas da Estação Ecológica do JBB.

A educação ambiental completa o conjunto de ações do Jardim. A equipe oferece visitas pedagógicas para escolas, instituições, projetos sociais e outros grupos, com acompanhamento de educadores ambientais ou na modalidade de acolhimento, em que o grupo recebe orientações antes da visita independente. Em 2026, os atendimentos com educadores ocorrem às terças e quintas-feiras, pela manhã e à tarde, com grupos de no mínimo 10 pessoas e tamanho máximo variando conforme a faixa etária. O agendamento deve ser feito com antecedência mínima de 15 dias.

“O Mês do Cerrado é uma oportunidade para chamar atenção para um bioma que faz parte da vida de quem mora em Brasília. No Jardim, queremos que o visitante tenha contato com esse Cerrado, conheça a biodiversidade e saia daqui percebendo que preservar também é uma responsabilidade de todos, porque conhecer o bioma é um dos primeiros passos para compreender por que ele precisa ser protegido”, afirmou Allan Freire, diretor-presidente do JBB.

O Jardim Botânico de Brasília funciona de terça a domingo, inclusive feriados, das 9h às 17h. A entrada custa R$ 5,00 por pessoa, com gratuidade para crianças de até 12 anos incompletos, pessoas com deficiência e maiores de 60 anos. Aos domingos e feriados, a entrada é gratuita.

Com informações da Agência Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado