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Brasília

Irregulares na Casa do Estudante da UnB provocam fila de espera

Arquivo Geral

02/07/2009 0h00

Se a Casa do Estudante Universitário (CEU) da Universidade de Brasília não tivesse alunos irregulares, illness não haveria fila de espera para ocupar o local. Levantamento da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS) revela que, viagra 60mg hoje, stomach os dois blocos que deveriam acolher alunos socialmente vulneráveis abrigam 86 pessoas ilegalmente. No início do ano, esse número ultrapassou os 100. Segundo o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC), atualmente há 79 estudantes sem assistência por falta de espaço nos apartamentos.


Entre os 401 moradores da CEU, há 11 pessoas que sequer possuem vínculo com a UnB. Outras 75 estão em situação irregular, como alunos já formados, desligados ou que mudaram de perfil econômico. Para a decana de Assuntos Comunitários, Rachel Nunes, a situação precisa ser resolvida com urgência. “A CEU deve abrigar gratuitamente estudantes matriculados, classificados no processo socieconômico e sem família no DF. Se não tivesse irregulares, não teríamos demanda carente”, observou.


O DAC espera regularizar a situação até o fim do ano. “Estamos enviando cartas pedindo a saída dos irregulares. Mas, se necessário, contamos com o auxílio da Justiça para conseguir a restituição de posse. Contamos com a colaboração e a compreensão dos moradores”, comentou a diretora de Desenvolvimento Social da UnB, Maria Terezinha da Silva. No começo do ano, a diretoria mapeou 110 alunos irregulares. Desse total, 24 já deixaram os apartamentos.


REGULARIZAÇÃO – A regularização da CEU foi tema da reunião da Câmara de Assuntos Comunitários da UnB, realizada na tarde desta quarta-feira no Salão de Atos da Reitoria. O grupo, formado por membros da administração, professores, servidores e alunos, começou o debate sobre uma nova política de assistência estudantil para a universidade. E a questão da moradia é prioridade. “Temos outros temas, mas a residência é a mais urgente para assegurar a permanência dos alunos”, disse Raquel.


De acordo com Rachel Nunes, a construção de cinco blocos de moradia no campus Darcy Ribeiro já está assegurada. A obra vai gerar mais 600 vagas. “Precisamos definir o local. Queremos licitar a obra até o fim do ano”, afirmou a decana. Além dos novos apartamentos, a UnB pretende expandir a moradia para alunos carentes do DF e ampliar a assistência estudantil para toda a comunidade discente. “Queremos incentivar projetos, viagens e também abrir para os alunos daqui que não tem condições”, disse a decana.


A UnB deve receber cerca de R$ 7 milhões do Ministério da Educação para investir em assistência estudantil, em 2009. Presente na reunião, a professorado Departamento de Química Lília Hotomi sugeriu o aluguel de imóveis como uma solução de emergência para suprir a demanda de desabrigados. “A construção, que ainda deve demorar pelo menos dois anos, não vai dar conta da demanda. A universidade passa por um período de abertura para a inclusão social e o decanato deve estar atento”, disse ela.


Representante do DCE, o aluno de Ciências Sócias Thiago Marinho ressaltou que o DAC também deve rever o valor da Bolsa Permanência. Hoje, a verba que deve suprir as despesas dos estudantes assistidos é de R$ 300. “O custo de vida em Brasília é muito alto. Com esse valor não é possível pagar transporte, refeição e despesas acadêmicas”, afirmou. Na reunião foi sugerida equiparar o valor da bolsa ao do salário mínimo, R$ 465. A próxima reunião da Câmara deve ocorrer em duas semanas. O objetivo é elaborar um documento com propostas para serem levadas à audiência pública.

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