O crescimento urbano de algumas regiões administrativas ao redor de Brasília fez com que o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se preocupasse com a visibilidade da cidade.
Nesta quarta-feira (22), o órgão publicou no Diário Oficial novas diretrizes para ocupação das regiões que circundam a capital federal. Seis áreas foram criadas com novos padrões para as construções a serem erigidas nesses locais. A altura das novas edificações devem obedecer a um limite que varia de cinco a 95 metros, dependendo da proximidade do Plano Piloto e do tipo de relevo do solo.
A primeira e segunda área abrangem o Parque Nacional de Brasília e um setor a cerca de 500 metros do parque, próximo ao Lago Oeste, respectivamente.
Águas Claras, Guará, Vicente Pires e Núcleo Bandeirante são as principais RA que compõem a terceira área. A quarta, quinta e sexta área englobam Riacho Fundo I e II, Park Way, Jardim Botânico, Lago Sul, Lago Norte, Paranoá, Setor Noroeste, Setor de Oficinas Norte e a Vila Estrutural.
O presidente do Iphan, Alfredo Gasthal, salientou que a regra se aplica somente às edificações que começarem a ser construídas a partir da publicação da portaria, ou seja, a decisão é válida desde quarta, 22 de fevereiro. Ele disse também que essas medidas deveriam ter sido tomadas mais cedo para preservar a paisagem e vista da capital.