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Brasília

Investimento: como ficar milionário

Arquivo Geral

21/12/2012 8h38

Fábio Magalhães
fabio.magalhaes@jornaldebrasilia.com.br

 

Ser milionário é um sonho que muitos brasileiros gostariam que se tornasse realidade. Alguns, para tentar dar vida a este desejo, fazem uma fezinha apostando em loterias. Outros, mais determinados e disciplinados, investem suas economias das mais variadas formas e esperam, tão logo, obter o retorno. Neste momento de estabilidade econômica, onde diversas são as formas de aplicações, especialistas garantem que obter o primeiro milhão de reais não é tão complicado como se imagina. Mas é preciso perseverança.

 

Nos últimos anos, com a grande dinâmica do cenário econômico, o número de milionários cresceu no Brasil. Conforme estudo World Wealth Report 2012, divulgado pela consultoria Capgemini, em 2011 houve um crescimento de 6,2% na quantidade de pessoas que conseguiram juntar um milhão ou mais para investimentos. Neste período, o número de milionários chegou a 165 mil pessoas. Já a revista norte-americana Forbes mostra outra face desconhecida da população: segundo levantamento, o Brasil criou 19 milionários por dia nos últimos quatro anos.

 

Gerente de comunicação, Rodrigo Oliveira ainda não chegou ao sonhado milhão, mas caminha rumo ao objetivo. Desde 2006, ele começou a investir. A primeira aplicação foi o Tesouro Direto, que, com investimento de R$ 300 mensais por 30 anos, renderia o primeiro milhão de reais. Pouco tempo depois, ele optou por também aplicar em Bolsa de Valores. “Tive dificuldade para me adaptar, mas hoje é mais fácil porque há informação. As pessoas, para entrar nesta área, têm que se informar e é preciso disciplina”, indica.

 

Apesar de o Tesouro Direto ter uma rentabilidade boa e ser uma opção segura, na Bolsa de Valores a incerteza faz parte da rotina de quem quer ser milionário. Com as oscilações deste investimento, Oliveira já perdeu parte dos valores. “Perder em ação, todo mundo que investe, um dia perderá. É normal para este tipo de operação e a reação quando se perde depende de como você lida com o dinheiro. Eu havia colocado R$ 5 mil, que virou uns R$ 10 mil e depois foi reduzido para R$ 1,5 mil. Nunca mais perdi dinheiro”, recorda.

 

Ele faz planos com o dinheiro que está sendo poupado. A intenção é ter um futuro tranquilo com a utilização dos juros deste valor para complementar a aposentadoria. “Em 2036, quando eu completar 60 anos, poderei recebê-lo. Na poupança, por exemplo, esse valor mensalmente renderia uns R$ 5 mil e daria para viver apenas com os juros”, calcula.

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