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Brasília

Investigação apura dispensa de licitação no Detran para beneficiar amigos

Arquivo Geral

23/03/2010 8h55

O Ministério Público, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e a Corregedoria-Geral do GDF investigam  a suspeita de um esquema envolvendo a Secretaria de Transporte e o Departamento de Trânsito (Detran) para desqualificar empresas credenciadas  e contratar outras, “amigas”, sem licitação para fazer placas, implementar lacre eletrônico e inspeção veicular. O suposto esquema, denunciado por empresários da Associação de Fabricantes de Placas Credenciadas (Asplac), pode render mais de R$ 400 milhões. A informação sobre o esquema foi dada em primeira mão pelo jornalista Cláudio Humberto, na sua coluna no Jornal de Brasília.

Empresários da Asplac e o jornalista Donny Silva, que noticiou o caso em seu blog e teria sofrido ameaça de morte com o pai, um conselheiro aposentado do TCDF, prestaram depoimento no MP, na Corregedoria e no TCDF. Questionados quanto a possíveis irregularidades no convênio celebrado entre a Asplac e o Detran, confirmaram que vinham sofrendo supostas pressões do secretário de Transporte, Gualter Tavares, do próprio presidente da Asplac, Sérgio Lúcio de Andrade, que também preside a Agenciauto, e de pessoas influentes no Detran para aceitarem a entrada de novas empresas sem  licitação.

Segundo o empresário José Freire de Siqueira, um dos sete descontentes do grupo de dez associados  que compõem a Asplac, as cinco primeiras empresas passaram por inspeção rigorosa e tiveram de se adequar às normas exigidas pelo Detran. “As outras não seguiram as mesmas regras, entraram com o chamado jeitinho brasileiro e isso é contra a lei de licitações”, afirma.

Siqueira vai prestar depoimento hoje no MP. Ele afirma que entregará documentos comprovando as irregularidades. Um deles é referente às pressões sofridas por Zilda Xavier da Costa, ex-presidente da Asplac, para deixar o cargo e beneficiar Andrade, amigo pessoal do secretário de Transporte. “O Gualter me disse que havia um fabricante com problemas de documentação junto ao Detran e queria minha ajuda para comprar a empresa, colocar em nome dos filhos e credenciá-la”, lembra ele.

Leia mais na edição desta terça-feira (23), no Jornal de Brasília.

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