Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
Onde está o inventário da Fundação Hospitalar do Distrito Federal? O órgão gerenciava grande parte da rede pública de saúde da capital brasileira até 2000, quando o governo daquele período decidiu incorporá-la à Secretária de Saúde. Na época, os gestores da máquina pública tinham o prazo de 180 dias para apresentar o inventário completo da fundação. Desde então, sucessivos decretos governamentais vêm permitindo que a entrega do documento seja adiada ao longo dos últimos dez anos.
Em linhas gerais, o inventário tem como objetivo informar todo o patrimônio da fundação, indo desde carros e viaturas até equipamentos cirúrgicos. O inventário também é fundamental para se saber quais itens foram ou deixaram de ser absorvidos pela Secretaria de Saúde e o principal: para onde foram encaminhados. A atual gestão da Secretária de Saúde informou que o inventário está a cargo de um servidor público. Até o fechamento desta edição, o órgão não havia conseguido entrar em contato com o inventariante para levantar os motivos da demora na entrega do documento.
Segundo o chefe do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Ellery, a sequência de adiamentos para a entrega do inventário é inaceitável. “Isso é tão absurdo. A gestão dentro do serviço público se tornou um problema gigantesco. O inventário é o básico. Como saber a quem pertencia esse patrimônio? Para onde foi transferido? É o reflexo claro que vivemos uma crise de gestão no serviço público. É claramente um descontrole na administração pública”, analisa o especialista.
Leia mais na edição desta terça-feira (31) do Jornal de Brasília.