Estudantes que ocupam o Posto do DFTrans na Rodoviária do Plano Piloto, desde a última quinta (28) continuam no local. O grupo reivindica novas condições no passe livre estudantil. O objetivo da ocupação é a solicitação de novas reformulações no benefício como o aumento de acessos, a aprovação dos cadastros pendentes e a liberação de catracas para alunos que ainda não foram aprovados.
De acordo com integrantes do grupo “Estudantes Sem Catraca” já houve algumas reuniões com representantes do governo, mas ainda não receberam respostas. “O sistema já é precário desde o começo do ano quando houve mudanças no cadastro”, diz um estudante de comunicação social, que prefere não ser identificado. “Muitos alunos perderam o benefício por causa dos novos critérios, isso só prejudica a educação”, completa.
Ainda segundo os estudantes, outros alunos que não participam do movimento também apoiam a manifestação, além de pais de alunos e motoristas de ônibus. “A gente recebe apoio voluntário das pessoas que passam aqui, eles nos entendem e até doam comida. Eu gostaria de frisar que essi tem sido indispensável para nós”, relata a estudante de direito.
O grupo alega ainda que o governo desligou a luz e a água, desde domingo (1°), do local que ocupam e que desde no início da ação, há repressões da Polícia Militar diariamente. “Sábado, por exemplo, eles entraram aqui e jogaram gás de pimenta dentro do posto, onde algumas pessoas passaram mal”, explicou o aluno da Universisade de Brasília. A PM nega a ação.
“Temos um conjunto enorme de estudantes que ainda estão sem acesso ao benefício, tivemos algumas reuniões com o diretor do DFTrans mas a resposta é muito superficial”, explica um dos manifestantes.”A falta de diálogo com o governo também é algo que gostaríamos de destacar”, conclui. O grupo alega entrou com uma liminar em função de derrubar o mandado de reintegração de posse enviado pelo GDF nesta terça (3).”
Os “Estudantes Sem Catraca” também informam que a diretora da ouvidora do DFTrans chegou a marcar uma reunião para a tarde dessa segunda (2), mas não foi realizada. “Só vamos sair daqui quando eles atenderem pelo menos os ítens da nossa pauta, que já era grande e reduzimos para apenas três”. “Nós esperamos uma resposta do secretário de mobilidade ou do governador, que é quem pode resolver nosso problema. Não estamos pedindo nada, só queremos o que é nosso por direirto”.