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Brasília

Intoxicação: pesquisa mostra que DF tem 300 casos por ano

Arquivo Geral

08/05/2009 0h00

Cuidado com o que você come. O alerta é do Núcleo de Agravo de Transmissão Alimentar, web órgão ligado à Secretaria de Saúde, que em 2008 notificou 22 surtos de enfermidades transmitidas por alimentos no Distrito Federal. Entre grandes e pequenos surtos, estima-se que cerca de cem pessoas tenham sido internadas em hospitais e centros de saúde por consumirem produtos contaminados. Em 2009, somente nos primeiros quatro meses, foram registrados 17 surtos, ainda em análise em laboratórios do Distrito Federal. Três deles já foram confirmados.


Rosa Maria Mossri, chefe do núcleo, acredita que o número de surtos ultrapasse os 300 casos por ano. A explicação está no fato de que algumas pessoas, mesmo com os sintomas característicos de intoxicação alimentar, não procuram atendimento médico. “Estimamos que os surtos subnotificados ultrapassem 300 por ano. Muita gente toma medicação por conta própria e o caso não chega até nós. É muito importante que a pessoa comunique quando estiver com os sintomas de intoxicação”, explica Rosa Maria.
Susto no Zoo
Os surtos pequenos ocorrem em sua maioria dentro de casa, quando uma família inteira, por exemplo, passam mal após uma refeição. Já os grandes surtos são mais comuns em eventos, como festas de fim de ano, confraternização de trabalho, passeios e encontros.
“Em confraternizações é comum cada pessoa levar um prato. Tem gente que se perde, demora a chegar e o produto fica dentro do carro, exposto ao calor. Dependendo do alimento, pode haver contaminação”, alerta Rosa Maria.


Em novembro do ano passado, a visita ao Jardim Zoológico de Brasília de 90 alunos acabou em frustração. Os estudantes – com idades entre 4 e 6 anos do Centro Educacional Nossa Senhora de Lourdes, em Planaltina do DF– começaram a passar mal após o almoço, que incluiu arroz com galinha, feijão, batata palha, milho, tomate e maionese. Algumas foram internadas com grave quadro de intoxicação alimentar. Vômito, febre alta e diarréia foram alguns dos sintomas apresentados pelos pequenos. O causador do surto coletivo foi a bactéria conhecida como Staphylococcu.
Arroz, açaí e maionese
Os produtos mais vulneráveis à bactéria são os derivados de leite, ovos e carnes. Na época, pediatras do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde a maioria dos estudantes foi atendida, disseram que os vilões do passeio poderiam ser a maionese ou o arroz, que ficaram acondicionados, de forma inadequada, no bagageiro do ônibus durante toda a manhã. Apesar do susto, todas as crianças se recuperaram bem.


O administrador de empresas André Luiz Guerino Barbosa, 35 anos, quer passar longe de açaí e salgados na rua. Os alimentos não caíram bem e ele teve que ficar internado três dias no Hospital Santa Lúcia. “Comi um salgado e tomei um açaí num bar da Asa Norte. Não demorou muito para eu começar a passar mal. Fiquei de segunda a sexta-feira me alimentando apenas de soro. Essa experiência me traumatizou muito. Hoje, na rua, eu não como nada derivado de leite e queijo”, conta.



 

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