Johnny Braga
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Mais de dez solicitações de vistoria foram encaminhadas este ano à Defesa Civil, em prédios da Asa Norte, após o surgimento de rachaduras, trincas e fissuras. Nas quadras 400, de onde partiu a maioria dos pedidos, há edifícios que foram construídos na chamada alvenaria estrutural – quando os tijolos ganham o reforço de vergalhões e concreto – e que, ao longo dos anos, vêm passando por reformas.
O coronel Sérgio Bezerra, da Defesa Civil, visitou na manhã de ontem algumas dessas quadras para analisar a gravidade da situação. Segundo ele, a principal causa dos problemas origina-se nas constantes reformas e está relacionada à idade das construções que, em alguns casos, possuem mais de 40 anos. “Os pilares de sustentação não vão até o teto e o morador, às vezes, não sabe dos riscos que corre ao mexer na estrutura do prédio. Em Brasília, nunca aconteceu um desabamento devido a problemas como esses, mas sem a devida precaução, pode ocorrer”, afirma.
Para evitar qualquer possibilidade de desabamento, a Defesa Civil está orientando os moradores e síndicos em uma campanha preventiva sobre o assunto e alertando sobre os perigos que as intervenções podem provocar.
A principal ferramenta que vem sendo utilizada pelo órgão no convencimento dos responsáveis é a informação. Eles estão sendo instruídos, por exemplo, que retirar vigas e marquises é um risco para a construção. Muitas pessoas não sabem que em alguns prédios as paredes foram projetadas para suportar o peso do edifício e, devido a isso, não podem ser derrubadas. Quebrá-las pode trazer riscos de desabamento.
A Defesa Civil lembra também que é importante que todos saibam que, antes de qualquer obra, é indispensável um planejamento e avaliação de um engenheiro civil capacitado e registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).