A internet pública do Distrito Federal deve funcionar até junho, quando começa a Copa do Mundo de Futebol. Nesta semana, o programa Sinal Livre funcionou pela primeira vez durante um teste operacional nas proximidades do Estádio Nacional Mané Garrincha. Na avaliação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal (Secti/DF), executora da iniciativa, o sistema ofereceu acesso com qualidade. O projeto tem o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).
A fase inicial do projeto prevê a disponibilidade do serviço na Rodoviária do Plano Piloto, na área externa do Estádio Nacional Mané Garrincha, no Planetário de Brasília e no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. De acordo com informações da Secti/DF, o sistema contemplará o acesso de até 15 mil usuários e deve ser expandido para outras áreas do DF. A velocidade média de conexão será 256 Kbps.
Na opinião do diretor vice-presidente da FAPDF, Ricardo de Sousa Ferreira, a expectativa é de que a ação contemple a comunidade acadêmica e científica da região a médio longo prazo e também sirva como instrumento de popularização da ciência. Segundo ele, o progresso científico, tecnológico e de pesquisa pode ser acelerado por meio da internet. “Com a facilidade do acesso à rede Wi-Fi, é possível difundir o conhecimento científico à sociedade de forma ágil, além de propiciar a atualização contínua da comunidade acadêmica e científica”, explica o vice-presidente da FAPDF.
Para o Diretor do Centro de Pesquisa em Arquitetura da Informação da Universidade de Brasília da Universidade de Brasília (CPAI/UnB), professor Mamede Lima Marques, a principal contribuição da internet pública para os pesquisadores será a diminuição dos custos nas pesquisas científicas. De acordo com ele, “o investimento com a internet é alto e as instituições públicas, como a UnB, por exemplo, não possuem recursos”.
Mamede ainda ressalta, que outra contribuição da internet popular será a possibilidade de produzir pesquisas de forma mais colaborativa com outros pesquisadores e instituições. “Por meio da internet é possível mantermos maior interação entre os agentes da comunidade científica e tecnológica”, explica o pesquisador.
“Já temos outras Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) que tiveram papel preponderante para a instalação da internet no País. Agora, com a nossa Fundação contribuindo para a internet pública no Distrito Federal vai ser uma ajuda para que o acesso à internet seja mais equânime”, conclui Mamede.
Legislação
“A internet, hoje, é um direito fundamental (do cidadão) porque ela iguala oportunidades”, disse o deputado distrital, professor Israel Batista, durante visita à instalações do projeto. O parlamentar é responsável por emendas que já destinaram R$1,5 milhão para implantação da internet gratuita.
O professor Israel Batista também é autor do Projeto de Lei da Wi-Fi grátis para todos (PL 1822/2014), que garante o direito universal de acesso à rede online, de forma gratuita, em todo o território do DF. A proposta tramita, atualmente, na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
A iniciativa também conta com a parceria da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF (Seplan).