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Brasília

Internet banking, celular e débito automático são opões para fugir das filas

Arquivo Geral

04/08/2012 11h59

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

Nada melhor do que usar os artifícios da modernidade para ter comodidade, eficiência e tranquilidade. Hoje, a internet e as novas tecnologias possibilitam que o consumidor não precise mais sair de casa para utilizar alguns serviços, como os bancários. Ou seja, as filas só são enfrentadas em último caso, e as necessidades são supridas após alguns cliques. Reportagem da edição de quinta-feira do Jornal de Brasília mostrou que os brasilienses são os que mais tempo passam dentro das agências bancárias, conforme pesquisa da Associação dos Consumidores (Proteste). Mas existem maneiras de fugir do atendimento nas agências e evitar dores de cabeça.

 

 De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a internet banking registra crescimento de forma regular nos últimos anos. Em 2011, houve aumento de 11% em relação a 2010, fechando o ano com 42% de usuários conectados. Ano passado, 3,3 milhões de contas-correntes contavam com o serviço de mobile banking – serviços de banco pelo celular.

 

Este é um dos recursos utilizados pelo estudante Lucas Magalhães, 20 anos, que baixou o aplicativo do seu banco no Iphone e, desde então, aproveita os benefícios da tecnologia. “Costumo ver saldos e tudo o que for relativo à minha conta, e também faço pagamentos e transferências. Pedi para que o banco me informasse com mensagem de texto  toda movimentação que tiver na minha conta. Faço tudo que for possível em relação ao banco pelo meu aparelho celular”, afirma.

 

Ele paga uma tarifa pelo benefício e afirma que vale a pena ter esse gasto. “A comodidade é muito grande. Com isso, evito de pegar trânsito, de chegar lá e não ter vaga para estacionar, correr risco de colocar o carro em qualquer lugar e levar multa. E ainda não preciso enfrentar fila. E faço tudo sem medo, pois para acessar o serviço do banco, preciso fazer vários procedimentos de segurança”, conta.

 

 

A secretária Ana Morotta também faz de tudo para evitar as filas. Ela acredita que ficar no banco é desperdiçar tempo e, por isso, opta pela internet. “É mais cômodo, pois a vida é corrida, não dá para perder tempo na fila. Os R$ 11 que pago para fazer uma transferência pela internet, por exemplo, nem se comparam a uma hora que eu perderei na fila do banco”, diz.

 

 

E as opções para quem quer ter comodidade não muitas. Além da  internet banking, onde os usuários podem fazer diversas transações usando o computador, e as movimentações por celular, há a opção do telefone, que já é utilizada por muitos brasilienses. Pelo celular, é possível até fazer pagamentos com código de barras, utilizando a câmara do aparelho como scanner.

 

 

A coordenadora  Proteste, Maria Inês Dolci, confirma tais benefícios. Segundo ela, os bancos têm oferecido várias facilidades para as pessoas que não querem encarar as filas. “Dependendo do pacote que se tem no banco, você pode ter acesso ao token (dispositivo que auxilia o usuário quanto à segurança pessoal, ao gerar uma senha temporária de proteção para as contas), entre outras vantagens, mas você paga por isso. Mas ajuda, deixa a pessoa menos vulnerável, evita aqueles problemas de ‘saidinha de banco’, por exemplo”, observa.

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