Os brasilenses estão confiantes no cenário econômico. É o que mostra a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Distrito Federal, divulgada pela Fecomércio-DF. O índice atingiu 130 pontos em fevereiro de 2013, o que denota um otimismo e um aumento de 2,9 pontos em relação a janeiro. Valores abaixo de 100 indicam pessimismo. O estudo foi realizado com 600 famílias do DF.
Na comparação anual, houve uma queda de 2,4 pontos na intenção de consumo dos brasilienses. Em fevereiro do ano passado, a pesquisa havia registrado 132,4 pontos. O levantamento mostra ainda que 75,5% dos trabalhadores se sentem seguros em relação ao emprego e 54,3% consumirão mais do que no segundo semestre do ano anterior.
Ainda segundo a pesquisa, 72,8% dos entrevistados acreditam que o momento é favorável para aquisição de bens duráveis. Na opinião do presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, o aumento do salário mínimo ajuda na intenção de consumo das famílias. “Em janeiro houve um aumento de 9% no salário mínimo da população brasileira e isso é um bom incentivo para as famílias aumentarem o consumo doméstico. No caso das famílias com renda superior a 10 salários mínimos, ainda está acontecendo o efeito mercadológico da redução do IPI para linha branca, que segue até o meio do ano”, explica Adelmir.
Outro dado importante refere-se ao nível de consumo atual: 28,6% das famílias estão consumindo mais; 37,6% reduziram o consumo e 33,7% estão mantendo o mesmo nível. O ICF é um indicador inédito, com capacidade de medir a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como: a capacidade de consumo (atual e de curto prazo); o nível de renda doméstico; a segurança no emprego; e a qualidade de consumo. A metodologia adotada parte de um conjunto de perguntas qualitativas referidas às intenções de consumo das famílias.