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Brasília

Integrantes de facção que aplicava golpes em caixas eletrônicos são pegos no DF

Os golpistas instalavam dispositivos conhecido por “carrapatos” nos caixas eletrônicos. Esse aparelho captura os dados do cartão magnético e realiza a clonagem

Evellyn Luchetta

12/02/2022 15h16

Atualizada 14/02/2022 18h28

Itens apreendidos na segunda operação do dia, realizada no início tarde deste sábado, 12. Onde criminosos que utilizavam ‘carrapatos’ nos caixas foram presos. Foto: PMDF

Mais um golpe em caixas eletrônicos e agências bancárias foi descoberto e interrompido por policiais militares neste sábado, 12. Esta é a segunda prisão do tipo do dia. Apesar de agirem de forma diferente, os criminosos tinham o mesmo alvo.

Eles foram detidos por volta das 11h40, no Lago Sul. As equipes do 1º e 5º Batalhão, com informações do policiamento orientado de inteligência, prenderam mais três integrantes do grupo.

De acordo com informações preliminares, em apenas uma semana, a quadrilha deu um prejuízo estimado em mais de R$ 80.000,00.

‘Carrapatos’

Os golpistas instalavam um dispositivo conhecido por “carrapato” nos caixas eletrônicos. Esse aparelho captura os dados do cartão magnético e realiza a clonagem.

Em seguida, os integrantes do grupo se passavam por funcionários dos bancos e ofereciam ajuda aos clientes.

Nesse momento, o grupo conseguia pegar as senhas dos cartões para realizar os saques.

O aspirante a oficial do Primeiro Batalhão da Polícia Militar, Daniel de Souza, informou ao Jornal de Brasília que depois de preso, um dos integrantes tentava ‘ajudar’ a vítima. “Um dos integrantes se passava por ajudante da vítima e fornecia um telefone com um suposto número do banco, a vítima falava com uma atendente falsa e passava todas as informações do cartão, incluso a senha, ali todos os saques já eram feitos”, explica.

Ele conta ainda que os criminosos ficavam com o cartão da pessoa por um dia, ao menos. “Um dos criminosos se passava por funcionário da banco e pedia para que a pessoa fosse buscar o cartão no dia seguinte”.

O trio foi preso e conduzido à 1ª Delegacia para registro da ocorrência.

Ao todo, cinco criminosos já foram presos nesta manhã em duas operações da PMDF.

Mesmo golpe, abordagem diferente

Ainda neste sábado, 12, de manhã, a polícia civil prendeu outros golpistas que também aplicavam estelionatos na boca do caixa, porém, sua abordagem era diferente.

Os suspeitos entravam na agência bancárias e ficavam nos caixas eletrônicos aguardando a chegada de potenciais vítimas.

Um dos integrantes do grupo abordava o cliente no caixa eletrônico, falava que o equipamento estava com defeito e orientava a vítima a procurar um funcionário do banco. Outro estelionatário se apresentava com funcionário e prestava a suposta ajuda.

Neste momento ele conseguia copiar a senha da vítima e realizar a troca do cartão.

Há informações de diversas compras que foram feitas em shoppings da cidade com os cartões trocados e também de pagamentos de hospedagens em hotéis.

Com estes estelionatários, foram apreendidos 98 cartões, celulares e uma maquininha de cartão. Eles portavam documentos de identificação falsos.

Itens apreendidos na primeira operação do dia, durante a manhã deste sábado. Os criminosos enganavam as vítimas dizendo que o caixa eletrônico estava com defeito. Foto: PMDF

Além dos objetos citados, a equipe encontrou um caderno no veículo, nele, os criminosos deixavam anotado os locais onde o golpe seria aplicado, tanto dos futuros, quando dados dos concluídos.

Ainda não existe uma confirmação de que os criminosos dos dois golpes têm a mesma ligação. Mas uma linha de investigação sugere que eles integravam a mesma equipe, em estados diferentes.

Como se prevenir

Esse tipo de golpe é muito comum nas agência bancárias e ainda conta com diversas variações na forma de agir dos criminosos.

Souza afirma que para se proteger é importante estar atento e informado.

“Mesmo que a pessoa esteja uniformizada, vestida e com crachá, funcionários reais não pedem dados, senhas, nada. Se você precisar digitar a senha, o funcionário não deve ter acesso à ela, e a mesma não deve ser digitada em um aparelho não do banco, como o celular do sujeito”, orientou.

A dica vale para os dois golpes, mesmo com o cartão preso no caixa, os funcionários reais do banco não são instruídos a ter contato com a senha do cliente, tampouco por ligação.

Para quem já foi enganado, o processo de recuperação do dinheiro requer dois passos principais. “Primeiro a vítima deve procurar uma delegacia e registrar a ocorrência e, depois, entrar em contato com a agência bancária para resolver o dano financeiro causado”, finaliza o aspirante.

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