Mais um golpe em caixas eletrônicos e agências bancárias foi descoberto e interrompido por policiais militares neste sábado, 12. Esta é a segunda prisão do tipo do dia. Apesar de agirem de forma diferente, os criminosos tinham o mesmo alvo.
Eles foram detidos por volta das 11h40, no Lago Sul. As equipes do 1º e 5º Batalhão, com informações do policiamento orientado de inteligência, prenderam mais três integrantes do grupo.
De acordo com informações preliminares, em apenas uma semana, a quadrilha deu um prejuízo estimado em mais de R$ 80.000,00.
‘Carrapatos’
Os golpistas instalavam um dispositivo conhecido por “carrapato” nos caixas eletrônicos. Esse aparelho captura os dados do cartão magnético e realiza a clonagem.
Em seguida, os integrantes do grupo se passavam por funcionários dos bancos e ofereciam ajuda aos clientes.
Nesse momento, o grupo conseguia pegar as senhas dos cartões para realizar os saques.
O aspirante a oficial do Primeiro Batalhão da Polícia Militar, Daniel de Souza, informou ao Jornal de Brasília que depois de preso, um dos integrantes tentava ‘ajudar’ a vítima. “Um dos integrantes se passava por ajudante da vítima e fornecia um telefone com um suposto número do banco, a vítima falava com uma atendente falsa e passava todas as informações do cartão, incluso a senha, ali todos os saques já eram feitos”, explica.
Ele conta ainda que os criminosos ficavam com o cartão da pessoa por um dia, ao menos. “Um dos criminosos se passava por funcionário da banco e pedia para que a pessoa fosse buscar o cartão no dia seguinte”.
O trio foi preso e conduzido à 1ª Delegacia para registro da ocorrência.
Ao todo, cinco criminosos já foram presos nesta manhã em duas operações da PMDF.
Mesmo golpe, abordagem diferente
Ainda neste sábado, 12, de manhã, a polícia civil prendeu outros golpistas que também aplicavam estelionatos na boca do caixa, porém, sua abordagem era diferente.
Os suspeitos entravam na agência bancárias e ficavam nos caixas eletrônicos aguardando a chegada de potenciais vítimas.
Um dos integrantes do grupo abordava o cliente no caixa eletrônico, falava que o equipamento estava com defeito e orientava a vítima a procurar um funcionário do banco. Outro estelionatário se apresentava com funcionário e prestava a suposta ajuda.
Neste momento ele conseguia copiar a senha da vítima e realizar a troca do cartão.
Há informações de diversas compras que foram feitas em shoppings da cidade com os cartões trocados e também de pagamentos de hospedagens em hotéis.
Com estes estelionatários, foram apreendidos 98 cartões, celulares e uma maquininha de cartão. Eles portavam documentos de identificação falsos.

Além dos objetos citados, a equipe encontrou um caderno no veículo, nele, os criminosos deixavam anotado os locais onde o golpe seria aplicado, tanto dos futuros, quando dados dos concluídos.
Ainda não existe uma confirmação de que os criminosos dos dois golpes têm a mesma ligação. Mas uma linha de investigação sugere que eles integravam a mesma equipe, em estados diferentes.
Como se prevenir
Esse tipo de golpe é muito comum nas agência bancárias e ainda conta com diversas variações na forma de agir dos criminosos.
Souza afirma que para se proteger é importante estar atento e informado.
“Mesmo que a pessoa esteja uniformizada, vestida e com crachá, funcionários reais não pedem dados, senhas, nada. Se você precisar digitar a senha, o funcionário não deve ter acesso à ela, e a mesma não deve ser digitada em um aparelho não do banco, como o celular do sujeito”, orientou.
A dica vale para os dois golpes, mesmo com o cartão preso no caixa, os funcionários reais do banco não são instruídos a ter contato com a senha do cliente, tampouco por ligação.
Para quem já foi enganado, o processo de recuperação do dinheiro requer dois passos principais. “Primeiro a vítima deve procurar uma delegacia e registrar a ocorrência e, depois, entrar em contato com a agência bancária para resolver o dano financeiro causado”, finaliza o aspirante.