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Brasília

Integração viabiliza o primeiro Serviço de PET-CT em ambiente hospitalar

Arquivo Geral

27/07/2011 21h54

Convergência e alta tecnologia são palavras de ordem na moderna medicina. Alinhados a essa realidade, o Hospital Santa Lúcia, o Grupo Núcleos de Medicina Nuclear e o Grupo Infinita firmaram um acordo operacional para oferecer o primeiro serviço de PET-CT em ambiente hospitalar na capital federal.

 

 

A sigla dá nome a um dos mais eficientes métodos de diagnóstico por imagem que, ao combinar as informações metabólicas e funcionais da tomografia por emissão de pósitrons (PET) com as imagens anatômicas geradas pela tomografia computadorizada (CT), é capaz de identificar com acurácia mínimas aterações no paciente.

 

 

O exame permite a elaboração de um retrato fiel em três dimensões de todo o organismo do paciente. De uma forma não-invasiva e totalmente segura, o procedimento oferece um diagnóstico precoce e com alta precisão.

 

 

Dr. Ênio Gomes, Diretor Administrativo do Grupo Núcleos, relata que a parceria com o Hospital Santa Lúcia foi fundamentada em uma demanda crescente pelo exame, além da vocação oncológica do Hospital. O Diretor Clínico do Santa Lúcia, Dr. Cícero Dantas, explica a iniciativa pioneira: “A partir de um estudo de viabilidade em conjunto com a medicina nuclear, realizamos um investimento para oferecer aos nossos clientes um centro de imagem ainda mais completo”. Para a aquisição e instalação do aparelho foram investidos cerca de R$3,5 milhões.

 

 

Operacional – Complexa, a máquina exige treinamento exclusivo de uma equipe altamente capacitada. Em cada exame, é necessária a participação de dois médicos, um técnico em radiologia e medicina nuclear, além de um auxiliar de enfermagem. Na operação do serviço, é fundamental ainda a presença de físicos nucleares. Para garantir a qualidade dos exames, os laudos sempre são analisados e assinados em conjunto por um médico nuclear do Grupo Núcleos e um radiologista do Grupo Infinita.

 

 

Como responsável pela medicina nuclear, Dr. Gustavo Gomes relata que uma das principais aplicações do PET-CT é na oncologia: “O equipamento permite a detecção precoce e o estadiamento de tumores, sendo fundamental no acompanhamento da resposta às terapias”. O especialista complementa que o exame também é muito útil à neurologia, apresentando alta eficácia na investigação de demências e epilepsias. Outra contribuição é na área de cardiologia, principalmente no diagnóstico do miocárdio hibernante. “O estudo auxilia no planejamento de intervenções capazes de prevenir novos infartos”, finaliza.

 

 

Abrangência

 

 

Em junho de 2010, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) adicionou o PET-CT à lista de procedimentos na cobertura mínima obrigatória das operadoras de planos de saúde. A novidade foi muito bem recebida pela comunidade médica de todo o País, pois milhares de pacientes podem se beneficiar desse importante método de diagnóstico por imagem.

 

 

Preparo – Para a realização do exame de PET-CT, é utilizado um radiotraçador chamado fluordeoxiglicose (FDG-18F) – substância muito parecida com a glicose e marcada com o composto flúor-18. Por esse motivo, pacientes diabéticos devem seguir recomendações diferenciadas, como controle do índice de glicemia no dia do exame.

 

 

Além disso, todo paciente deve seguir algumas indicações para garantir a precisão do diagnóstico: evitar o consumo em excesso de doces, pães e massas; não realizar atividades físicas na véspera do exame; e guardar jejum de 6 horas. Ao receber a aplicação do radifármaco, deve permanecer em repouso por até uma hora antes do procedimento, que dura em torno de 15 a 20 minutos. Após a aquisição das imagens, o paciente pode retomar suas atividades normalmente.

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