Mariana Laboissière
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A rede pública de saúde do Distrito Federal realizou 350.800 consultas e atendimentos a mais em 2009 que no ano anterior, com um total de aproximadamente 4,1 milhões na área ambulatorial e 2,9 milhões na área emergencial. O aumento acompanha proporcionalmente o crescimento da população, entretanto, apesar do acréscimo ser algo previsto no próprio orçamento do governo, os investimentos, principalmente na área de infraestrutura e recursos humanos, estão aquém do ideal, como observam especialistas.
“O planejamento não acompanha o aumento da demanda. Nós temos uma parcela externa, claro, mas essa já é uma realidade do DF. O que acontece é que ao efetivar esses estudos sempre há um diferencial entre o que é demandado e o que é investido”, opina o secretário-geral do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde), Elias Lopes.
Espera sem fim
O resultado é um atendimento deficiente. Já imaginou passar dois anos na fila à espera de um simples atendimento médico na Rede Pública de Saúde? Pois foi isso que ocorreu com a aposentada Vicentina Grigati, 73 anos, que tentava marcar uma consulta para o marido. Ele precisava se consultar com um urologista, entretanto, apesar dos esforços da mulher, isso só ocorreu tempos depois da primeira tentativa e o que é pior: em um hospital particular.
“Corri atrás de outro recurso em vez de ficar dependendo da boa vontade da rede pública. Cansei de esperar, afinal, ele estava com câncer de próstata”, explica Vicentina. Ela se posiciona descrente com relação à situação atual do sistema e diz presenciar rotineiramente pessoas em situações parecidas com a dela.
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