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Brasília

Inflação na região central de Brasília chega a 9,29% em janeiro

Arquivo Geral

03/02/2009 0h00

Quem mora no Plano Piloto sabe que paga mais por alguns serviços e pelo valor do aluguel ou da casa própria. Entretanto, story os gastos com alimentação e produtos de limpeza e higiene nunca pesaram tanto no orçamento de quem mora na região central de Brasília quanto no mês de janeiro. Enquanto os índices que medem a inflação registram queda após queda, no Plano Piloto o Índice do Custo de Vida (ICV) subiu, só em janeiro, 9,29%. Na média local, o índice registrou deflação de 1,16%.

O ICV é medido pela Universidade Católica e pesquisado em Taguatinga, Ceilândia, Guará e Plano Piloto. Em janeiro, todas as cidades registram queda: -5,38%, -5.84% e -2.61%, respectivamente. Entre os itens que mais pesaram no bolso dos moradores do Plano Piloto estão o macarrão com ovos (alta de 60,23%) e a farinha de trigo (29,98%).

Segundo o estudo, a cesta básica no Plano Piloto registrou aumento de 9,29% em relação a dezembro último, passando de R$ 392,09 para R$ 428,49. Um total de R$ 36,41 a mais para o bolso do consumidor. Por outro lado, Ceilândia foi a localidade que registrou a maior queda no preço, uma economia de 5,84%. O ceilandense que em dezembro gastou R$ 388,23, em média, passou a desembolsar R$ 365,54, em janeiro.

A pesquisa é feita na primeira quinzena de cada mês e analisa um total de 54 itens, incluindo material de higiene e limpeza. Para um dos coordenadores da pesquisa, o professor José Carneiro, apesar de existir, no Plano Piloto, uma grande quantidade de supermercados e hipermercados, a localidade acaba praticando um preço maior em algumas épocas do ano. “No Plano existem muitos supermercados de bairro, que por serem menores e oferecerem um atendimento diferenciado, acabam cobrando um pouco mais”, argumenta.

Variação
A diferença entre a cesta mais cara e a mais barata, no caso a da Ceilândia, mostra que o consumidor deve pechinchar, procurar pelo melhor preço. “A vida está muito atribulada. É difícil conseguir um tempo para pesquisar, até porque isso implica num custo. Mas quem tiver esta possibilidade deve tentar”, explica Carneiro.


É preciso ficar atento. Isto porque aquele que optar pela cesta básica mais cara no Plano Piloto terá um impacto de 10,9% em seu orçamento. Na região central de Brasília, a cesta composta por itens mais baratos está custando R$ 407,30, enquanto a mais cara sai por R$ 663,71. Já na Ceilândia é possível economizar 38% se o consumidor optar pela cesta mais em conta, que sai por R$ 358,93, em vez da mais cara, por R$ 581,17. O impacto da cesta mais barata, no orçamento do morador da Ceilândia, é de 8,4%. Além de alimentos, também são levados em consideração os preços de materiais de higiene e limpeza.

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