A cada 100 empresas criadas no Brasil, 76 sobrevivem aos dois anos iniciais de risco para a empresa. Essa taxa, em crescimento nos últimos anos, mostra uma melhor capacidade das micro e pequenas empresas para superar dificuldades nos primeiros anos do negócio. Nesse período inicial, a empresa ainda não é conhecida no mercado, não possui carteira de clientes e, muitas vezes, os empreendedores ainda têm pouca experiência em gestão.
O Estudo de Sobrevivência das Empresas no Brasil, realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), avaliou os pequenos negócios em 2007 e que se mantiveram no mercado até 2010. A Capital Federal ganhou destaque no cenário com a maior taxa de sobrevivência das empresas, 79,8%, superando a média nacional. Em segundo e terceiro lugares entre as capitais dos estados, se encontram João Pessoa que apresenta taxa de 79,3% e São Paulo, com 77,9% de Índice de Sobrevivência das Empresas.
Detectar uma oportunidade de mercado e investir nessa ideia, com planejamento e capacitação, pode ser a chave para o sucesso no empreendimento. Para o gerente da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae no DF, Fernando Neves, a capacitação e inovação são cruciais para se manter no mercado. “Empreendedores mais preparados comandam negócios mais duradouros. Para abrir uma empresa, é necessário entender o mercado, conhecer os concorrentes, investir na formação do empresário e dos funcionários, além de procurar inovar sempre”, declarou.
Segundo Fernando, as empresas brasilienses se destacam com relação ao índice de sobrevivência por conta de aspectos como nível de escolaridade dos empreendedores e também pelo ambiente favorável para a instalação de micro e pequenas empresas.
De acordo com o estudo, no que diz respeito aos setores, as indústrias são as que obtêm maior sucesso nesse período inicial. Em seguida, aparecem comércio (77,7%), construção civil (72,5%) e serviços (72,2%).