Mariana Laboissière
mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br
Nos últimos quatro meses, período de seca intensa, uma área equivalente a 2.963 campos de futebol foi consumida pelo fogo no Distrito Federal. Nesse período, foram registrados pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) mais de 1.839 focos de incêndio em toda a região – número aproximado ao de ocorrências registradas nos 12 meses do ano anterior. A estimativa de denúncias dessa natureza recebidas pela Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), da corporação, é de 35 por dia. Acontece que o efetivo dos Bombeiros é de apenas 162 homens e 21 viaturas, muitas vezes, insuficiente para atender a toda a demanda.
No ano passado, a corporação deixou de aplicar R$ 1.010.157 no reequipamento e reaparelhamento do Comando Operacional. E, apesar de R$ 754.705 terem sido reservados para este fim, absolutamente nada foi realmente liquidado. Situação parecida aconteceu com a Polícia Militar, como foi noticiado em matéria publicada na edição de quinta-feira do Jornal de Brasília. Os dados são do relatório de atividades para a prestação de contas anual do GDF, produzido pela Secretaria de Fazenda e Planejamento.
O assistente de Despacho do Corpo de Bombeiros, subtenente Agnaldo da Silva Ferreira, acredita que os equipamentos disponíveis sejam insuficientes para atender o efetivo que a corporação deveria possuir. “Temos pouco mais de 5 mil homens, mas, por lei, deveríamos ser 9 mil”, explica. “Estamos trabalhando em uma situação limite. Nessa época de incêndios florestais, tem vagas extras, de serviço voluntário. Estamos fazendo o paliativo. A médio prazo, essa situação tende a ficar mais crítica. Tem mais focos a cada dia. Então, estamos tentando contornar”, completa.
Leia mais na edição desta segunda-feira (30) do Jornal de Brasília.