A população do Distrito Federal conta, a partir de hoje, com o Disque Racismo. O serviço, lançado pelo GDF, receberá denúncias contra discriminação racial e religiosa pelo telefone 156, opção 7.
Com a iniciativa, o DF se torna uma das poucas unidades da Federação a oferecer esse serviço, a exemplo do Rio de Janeiro e de São Paulo.
“O racismo ocorre em todos os lugares. Na capital do País, que representa a diversidade brasileira, jamais poderemos admitir qualquer tipo de discriminação racial e intolerância religiosa”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.
Sob a coordenação da Ouvidoria da Igualdade Racial, da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Sepir-DF), o Disque Racismo protegerá os direitos da população negra, indígena, quilombola e cigana. “Queremos que cada vez mais pessoas denunciem e ampliem nossa base de dados para o aperfeiçoamento das políticas públicas do governo”, destacou o secretário Especial de Promoção da Igualdade Racial, Viridiano Custódio.
Políticas públicas
De acordo com dados da Codeplan, 53,4% da população do DF se declara negra, parda, ou mulata. Essa parcela recebe em torno de 65% de renda a menos do que aquelas que se declaram branca ou amarela.
Em 2012, foram registrados 402 casos de injúria (quando há humilhação e são usadas palavras de ofensa) e sete de racismo (quando há o impedimento do uso de direitos previstos em lei).
O presidente do Conselho de Negras e Negros do DF e Entorno , José Antônio Ventura, acredita que o serviço é um avanço nas políticas públicas voltadas para essa parcela da sociedade.